O Inter de 1975, o primeiro grande título da história do clube, foi também um time revolucionário no ponto de vista tático para o futebol brasileiro. Isso fruto do pensamento de Rubens Minelli, um técnico à frente do seu tempo e que entendeu antes de seu rivais nacionais as mudanças que o futebol passava entre o final dos anos 1960 e começo dos 1970.
O Inter supercampeão teve influência das principais mudanças do futebol no mundo. A primeira de 1966, quando a Inglaterra ganhou o Mundial tendo como marca a pressão na bola.
O time inglês abriu mão de ter pontas e apostou em um sistema 4-4-2 (que na prática era um 4-1-3-2) que tinha como determinante para o sucesso pressionar a bola e adiantar os volantes. Minelli adotou isso desde seus tempos de Palmeiras, mas foi no Inter que despontou como o melhor técnico do país.
Como jogava o Inter de 1975
Taticamente, Minelli adotou ainda o 4-3-3 como seu principal esquema em 1975, mas fazia variações que ajudavam a ter vantagem numérica no meio-campo. Lula saia da ponta para se juntar ao trio de meio-campo, onde sobrava qualidade.
O Inter iniciou a campanha do Brasileirão tendo Falcão, Carpegiani e Escurinho com um trio extremamente técnico. Caçapava entrou na equipe na reta final para dar consistência defensiva. Ficou famosa sua marcação sobre Rivellino no confronto de semifinal de vitória colorada no Maracanã.

Inversão no meio-campo
O meio-campo do Inter tinha uma variação durante os jogos em relação ao que os principais times do Brasil faziam na época. Minelli tinha uma movimentação que fazia o primeiro volante ter ao lado um dos meias, que recuava, para o outro ficar adiantada. Assim eram dois jogadores para marcar os meias adversários enquanto o outro meia (normalmente Falcão) se adiantava para ter maior liberdade parar entrar na área e também pressionar a saída de bola.
Marcação alta
Também moderno para a época era a forma como o Inter pressionava seus adversários no campo de ataque. Esse aspecto tinha a importância do trabalho feito pelo preparador físico Gilberto Tim, que garantia potência para os jogadores aguentarem essa pressão.
No ano seguinte, em 1976, a chegada de Marinho Peres vindo do Barcelona trouxe para o Inter outra revolução para o futebol brasileiro, que foi a subida da marcação para gerar a linha de impedimento. Mas esse é assunto para o Desenho Tático de 2026, quando o bicampeonato brasileiro do Inter completará 50 anos.
Para vencer o Brasileiro, o Inter precisou jogar 30 partidas. Foram 19 vitórias, oito empates e três derrotas. O time colorado fez 51 gols a levou apenas 12.
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