
O orçamento do Inter para 2026 foi aprovado pelo Conselho Deliberativo, com 114 votos a favor e 97 contra, além de 8 abstenções. No planejamento para o próximo ano, está previsto um superávit de R$ 283 mil, mesmo sem a participação em competições internacionais. Mas há indicação de preocupação do Conselho Fiscal sobre o nível de endividamento do clube.
Uma das metas de receitas é com relação à venda de jogadores, projetada em R$ 204,9 milhões. No entanto, foi destacado no relatório do Conselho Fiscal de que este montante se refere ao valor bruto. Deduzindo cotas das participações econômicas, comissões e baixa de atletas, o valor líquido é estimado em R$ 118 milhões.
Além disso, há aposta no crescimento do quadro social, com expectativa de chegar a 149 mil associados. Tal cenário pode representar crescimento de pouco mais de 5% nas receitas, chegando a R$ 107,7 milhões.
Preocupação com dívidas
No plano orçamentário, se projeta uma receita bruta das atividades na casa de R$ 504,6 milhões, o que representa 5,8% a mais do que ao orçamento suplementado de 2025.
No entanto, houve destaque no parecer do Conselho Fiscal sobre o elevado nível de despesas financeiras, que estão na casa de R$ 97,4 milhões. Números que refletem a projeção do resultado, com endividamento na casa de R$ 83,5 milhões.
Custos com o futebol
Os custos operacionais com o futebol estão projetados em R$ 402 milhões. O valor está dividido da seguinte forma:
- Futebol masculino: R$ 355,8 milhões;
- Futebol feminino: R$ 12,4 milhões;
- Categorias de base masculinas: R$ 33,2 milhões;
- Escola Rubra: R$ 1,2 milhão.
Explicações da direção
Durante a sessão no Conselho nesta segunda (16), também foi ressaltado aos conselheiros e corrigido na peça orçamentária a previsão inicial de receitas decorrentes com participação em competições da Conmebol.
O presidente Alessandro Barcellos destacou que orçamento foi entregue, por questões de prazo, ainda com o Brasileirão em andamento. Um pouco antes do início da sessão, a peça orçamentária foi atualizada para votação e aprovação dos conselheiros.
Como contrapartida, foi considerada pela direção a premissa, em termos financeiros, que o clube terminará o Brasileirão como o 10° colocado, projetando receita de R$ 11 milhões.




