
Na despedida do Brasileirão 2025, o rebaixamento é a realidade do Inter. Ao menos no começo do jogo contra o Bragantino, às 16h de domingo (7), no Beira-Rio. Serão olhos no Beira-Rio e ouvidos em outros três estádios, em busca da combinação necessária para escapar da Série B. Com essa dificuldade toda e nesse melancólico fim de temporada, o que os colorados esperam do time?
O Inter torce por dois de três resultados nos seguintes jogos: o Vitória não vencer o São Paulo em Salvador, o Fortaleza perder para o Botafogo no Rio e o Ceará não pontuar contra o Palmeiras no Castelão. Se o Fortaleza empatar, o Inter terá de tirar a diferença de um gol de saldo ou superá-los nos gols marcados.
Mas nada disso está nas mãos coloradas. O que cabe ao Inter é vencer o Bragantino. A equipe não ganha no Beira-Rio há quase dois meses, no 2 a 0 sobre o lanterna absoluto do Brasileirão, Sport, em outubro.
É por isso que os colorados parecem querer só o básico. Nem exigem mais. O pedido é simples: fazer a parte dele.
Como disse Abel Braga, que deu uma das maiores provas de coloradismo, ao aceitar comandar o time nos dois jogos finais. E sem cobrar por isso. Depois da goleada para o São Paulo, ele disse que repetiria apenas uma palavra aos atletas: honra.
"Quero que façam a parte deles"
É esse o mantra que Lelê Bortholacci, comunicador colorado, usa para definir o que quer no domingo:
— Que os jogadores tenham respeito, honra e dignidade. Não só ao clube, mas à camisa e principalmente à torcida. Espero que façam a parte deles para que terminem a temporada no mesmo lugar em que começaram. Mesmo que saiam daqui depois, que deixem na primeira divisão. Não quero que sejam amigos, que façam churrasco, nada. Quero que façam a parte deles, a torcida vai fazer a dela. Provavelmente os resultados paralelos vão acontecer.
Fabrício Carpinejar escreveu uma emocionada coluna em Zero Hora. Lembrando das agruras da infância e de como o Inter vitorioso dos anos 1970 ajudou a enfrentar um período difícil, ele pediu:
— Não é hora de antecipar frustrações ou jogar a toalha. O que adianta vaiar ou xingar um plantel demolido emocionalmente? Talvez careça de um improvável elogio, de um inesperado apoio, de um surpreendente carinho. Não sou colorado de fachada, de boutique. Não farei greve nem pararei de frequentar o estádio, seja na Série B, C ou D. Não torço só se ganhamos. Não temo pilhérias, gozações, cantorias. Por aquilo que passei, eu me encontro vacinado. Qual era a minha chance de dar certo? Mínima. Como a do Inter de permanecer na primeira divisão. Mas não me entrego até o último minuto, e me mostrarei presente e leal, qualquer que seja o resultado.
Miss Brasil em 2023, a gaúcha Maria Brechane está sofrendo pelo Inter a um oceano de distância. Fora do Brasil, ela e o pai, Rivelino, conversam diariamente sobre o Inter, paixão que dividem desde sempre. E não desistem.
— Abelão, nosso ídolo, está aqui para nos guiar. Sou uma das milhões de coloradas que acreditam. Estaremos na Série A em 2026. Espero que os jogadores entrem em campo sabendo que muitas famílias estarão torcendo por eles. Nada vai nos separar — diz Maria.
É algo semelhante ao que pede uma pessoa que precisou muito da fé. Símbolo da enchente de 2024 ao ser resgatada pelo volante do Inter Thiago Maia, a aposentada Evair Carneiro Gomes não perdeu as esperanças:
— Que lute pelos objetivos, nunca desista. Temos de pensar positivo, dar o melhor de nós no que escolhermos para fazer. Vamos manter a fé, que Deus abençoe a todos. E vamos ganhar por 2 a 0.
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