
O início da trajetória de Ramón Díaz no Inter tem sido marcado por uma série de mudanças. Em 10 jogos, a comissão técnica argentina alterou a hierarquia do grupo em algumas posições e tem mostrado flexibilidade na montagem da equipe.
Apenas para início de partidas, seis sistemas táticos diferentes foram utilizados. A busca por alternativas se explica pela dificuldade em resultados já que a arrancada é, até o momento, a pior entre os técnicos da gestão Alessandro Barcellos depois de 10 partidas.
Quem ganhou ou perdeu espaço no time
A mais destacada mudança de hierarquia no grupo aconteceu no gol, onde Ivan tomou o lugar de Anthoni após as falhas na derrota para o Mirassol. O goleiro atuou em seis dos 10 jogos dos Díaz e deve seguir como titular enquanto Rochet se recupera de lesão.
O zagueiro Vitão foi quem mais atuou na Era Díaz iniciando nove dos 10 jogos da comissão técnica. Ele é seguido por Bernabei, Thiago Maia, Alan Patrick e Vitinho, todos com oito. O atacante é outro que ganhou espaço com os argentinos. Antes da chegada dos Díaz, ele havia iniciado sete dos 23 jogos de Roger Machado no Brasileirão.
A lista de jogadores que ganharam espaço ainda tem Bruno Gomes e Luis Otavio. O primeiro porque ganhou melhor forma na volta da lesão no joelho. Já o garoto passou nomes como Ronaldo, Richard e Bruno Henrique na hierarquia dos volantes. Luis Otavio iniciou cinco jogos com Ramón Díaz.
Em relação ao time-base da reta final de Roger, Juninho e Richard foram os que mais perderam espaço, além de Anthoni, que deixou a condição de primeira alternativa a Rochet. Titular no Gre-Nal, que marcou a demissão do ex-treinador do clube, Tabata iniciou apenas dois compromissos com a nova comissão técnica.
Sistemas táticos utilizados
Ramón e Emiliano Díaz estrearam no comando do Inter em 27 de setembro em empate por 1 a 1 com o Juventude. No Alfredo Jaconi, tinham apenas dois dias de trabalho e já apresentaram novidade com a utilização do sistema 4-4-2 com um losango no meio-campo. Na mesma partida, fizeram duas alterações táticas na segunda etapa mostrando a nova característica na casamata vermelha.
O sistema 4-4-2 com losango da estreia contra o Juventude foi repetido diante do Corinthians, no Beira-Rio, na rodada seguinte, quando Mercado entrou no intervalo no lugar de Romero para uma formação com três zagueiros, que foi a ideia inicial na vitória sobre o Botafogo três dias depois na melhor atuação colorada sob o comando do Díaz.
A ideia de três zagueiros foi utilizada em outros cinco jogos, mas ainda com variações: 3-4-3, 3-5-2 e 3-4-2-1. Uma formação com linha de quatro na defesa foi tentada contra o Fluminense no 4-1-4-1, no Maracanã, e voltou na última rodada diante do Bahia, no Beira-Rio, no 4-2-3-1. Apesar do empate, a formação agradou e Díaz deu indícios de que será mantida.
— Acho que encontramos a forma de atacar — avaliou após o jogo contra o Bahia.
Mudar o time tem sido a marca de Díaz, e a tendência é de que ele continue mexendo no time, apesar da ideia de iniciar contra o Ceará com formato semelhante ao do Bahia. Independentemente do esquema, o torcedor colorado espera um bom resultado em Fortaleza para afastar o fantasma do rebaixamento.
Quem mais jogou no time de Díaz (começando partidas)
- 9 Vitão
- 8 Bernabei, Thiago Maia. Alan Patrick, Vitinho
- 7 Mercado
- 6 Juninho, Bruno Gomes, Borré, Carbonero, Ivan
- 5 Bruno Henrique, Luis Otavio
- 4 Anthoni, Aguirre, Victor Gabriel
- 3 Romero
- 2 Clayton Sampaio, Benítez, Tabata
- 1 Ricardo Mathias
Esquemas táticos nos inícios dos jogos
- 4-4-2 (Juventude, Corinthians)
- 3-4-3 (Botafogo, Mirassol, Sport)
- 5-3-2 (Bahia-F)
- 4-1-4-1 (Fluminense)
- 3-4-2-1 (Atlético-MG, Vitória)
- 4-2-3-1 (Bahia-C)
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