
Poucas pessoas aceitariam deixar a zona de conforto para salvar o Inter do rebaixamento em 2025. Faltando duas rodadas para o fim do Brasileirão, o clube abre o Z-4, na 17ª posição, com 41 pontos, e tenta se manter na Série A. Para isso, Abel Braga foi chamado para salvar a equipe.
Aos 73 anos, o carioca chega para a sua oitava passagem como técnico colorado. A mais vitoriosa delas foi em 2006, quando levou o Inter aos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes, naquele que foi para muitos o maior ano da história do Inter.
Abel Braga não treina uma equipe desde 2022, quando comandou o Fluminense, e chegou a anunciar aposentadoria na época. Contudo, aceitou o convite da atual gestão do clube gaúcho para a reta final do Campeonato Brasileiro.
Na quarta-feira (3), enfrenta o São Paulo, às 20h, fora de casa. Depois, termina a competição com um jogo diante do Bragantino, no dia 7 de dezembro, às 16h, no Beira-Rio.
Confira abaixo as passagens de Abel Braga pelo Inter
1988-1989

Abel chegou ao Inter pela primeira vez com apenas três anos de carreira como treinador. A passagem ficou marcada pela vitória no Gre-Nal do Século, que levou o time à decisão do Brasileirão, que teve o Bahia como campeão, mas que deu ao Inter a chance de jogar a Libertadores do ano seguinte.
No torneio continental, o clube gaúcho foi eliminado nas semifinais pelo o Olimpia, naquele que foi um dos grandes traumas do torcedor colorado nos anos 1980.
1991 e 1995
Nos anos 1990, Abel Braga treinou o Inter em duas oportunidades. A primeira delas foi em 1991, quando substituiu Ênio Andrade, lendário treinador do título brasileiro de 1979. Foi demitido após perder um Gre-Nal no Olímpico.
Quatro anos depois, voltou ao time para assumir o lugar de Cláudio Duarte. Assim como na primeira passagem da década, não conseguiu resultados expressivos e deixou o clube com poucos meses de trabalho.
2006-2007, 2007-2008

É o período em que Abel vive o seu maior momento no futebol e conquistou o maior título da história do Inter. Em 2006, até perdeu o Gauchão, mas venceu a tão sonhada primeira Libertadores do clube e conquistou o Mundial de Clubes contra o Barcelona, um título que parecia impossível para muitos.
No começo de 2007, Abel foi demitido após eliminações nas primeiras fases do Gauchão e da Libertadores. Contudo, após quatro meses, voltou ao Colorado e contribuiu com a formação do elenco que seria campeão da Sul-Americana no ano seguinte.
Em 2008, Abel conquistou o Gauchão pela primeira vez, mas foi anunciado pelo Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, semanas depois. Chegava ao fim a quinta passagem do técnico por Porto Alegre.
2014
Abel chegou ao Inter após dois anos da conquista do Brasileirão pelo Fluminense. De cara, levou o time ao título gaúcho com duas vitórias sobre o Grêmio na decisão. Depois, liderou o clube em boa campanha no Campeonato Brasileiro, que terminou com o Colorado na terceira colocação.
Após garantir a classificação para a Libertadores, Abel Braga manifestou interesse em seguir no clube, mas não era o nome preferido de Vitorio Piffero, presidente que assumiria em 2015. Na época, Diego Aguirre acabou sendo escolhido para o cargo.
2020-2021

A última passagem é também a que conta com um dos momentos mais tristes pelo Inter. Abel chegou para substituir Eduardo Coudet e protagonizou uma arrancada de 12 jogos sem derrota, com direito a nove vitórias consecutivas, no Campeonato Brasileiro.
A boa campanha, contudo, não foi o suficiente para dar o título ao clube, que ficou um ponto atrás do Flamengo, com disputa até a última rodada. Ao todo, comandou o Inter em 18 partidas, obtendo 12 vitórias, dois empates e quatro derrotas — aproveitamento de 70,3%.




