
O Inter voltou a ter uma boa atuação, pelo menos, na maior parte do confronto com o Bahia. Neste sábado (8), o Colorado dominou o rival no primeiro tempo, chegou a abrir 2 a 0 na arrancada da etapa final, mas faltou uma melhor resposta da comissão técnica para as mudanças feitas por Rogério Ceni.
O Desenho Tático de Zero Hora mostra como foi o duelo de estratégias no 2 a 2 do final de semana no Beira-Rio.
Escalações
Ramón e Emiliano Díaz abriram mão do sistema com três zagueiros e escalaram o Inter no 4-2-3-1. A formação foi semelhante ao que o Colorado usava nos tempos de Roger Machado.
Vitinho e Carbonero ocuparam as pontas com Alan Patrick sendo o meia central atrás de Borré. Na zaga, uma inversão de posicionamento, com Mercado sendo o homem do lado direito, e Vitão jogando pela esquerda para tentar proteger a fragilidade defensiva de Bernabei.
O Inter conseguiu se impor no primeiro tempo, quando balançou as redes duas vezes, com Vitinho e Carbonero. O gol do colombiano foi anulado, mas o 2 a 0 veio na arrancada da etapa final novamente com Vitinho.
O Colorado controlou o jogo no primeiro tempo, mesmo tendo menos a bola (a posse foi de 41%). Foram 10 finalizações gaúchas contra seis do Bahia.
Mudança de Ceni
A mexida de Rogério Ceni que mudou o jogo para o Bahia veio aos 12 minutos da etapa final. Foram duas trocas. Saíram Juba e Michel Araújo para entradas de Iago e Éverton Ribeiro.
A entrada de Iago mudou a forma de atacar do Bahia. Antes, Juba se juntava ao volante Erick formando dupla à frente da linha de três da saída de bola.
O Bahia se postava com posse no 3-2-2-3. Assim, Bruno Gomes marcava Pulga, Mercado cuidava de Willian José e Bernabei de Ademir. Vitão era a sobra na defesa colorada e fazia as coberturas para Bernabei.
Iago passou a ser um lateral que apoiava por fora, sendo o homem da amplitude no lado esquerdo. Isso fez com que Pulga fosse para dentro preocupando Mercado. Vitão, então, passou a marcar Willian José e Bernabei ficou com Ademir. O Bahia passou a atacar no 3-1-2-4. O Inter ficou sem sobra na defesa.
A opção de Ramón Díaz para tentar melhorar a marcação foi a entrada de Richard para adiantar Alan Patrick com a saída de Borré. A ideia de três volantes congestionou o meio, mas não serviu para tirar a superioridade qualitativa que o Bahia criava na última linha de defesa.
O resultado disso foi uma pressão baiana que obrigou Ivan a boas defesas e chegou aos dois gols que definiram o frustrante empate no Beira-Rio. Todas essas jogadas foram criadas pelos lados.
Se atuação no primeiro tempo mostrou que os Díaz podem ter encontrado uma boa formação com o retorno do 4-2-3-1, a falta de uma melhor resposta a Ceni foi determinante para o Colorado deixar escapar dois pontos que seriam importantes na briga contra o rebaixamento.





