
Em meio à crise que assola o Beira-Rio, a comissão técnica do Inter tem pelo menos cinco diagnósticos claros sobre porque o time está atravessando um mau momento.
Após estrearem com dois empates, contra Juventude e Corinthians, respectivamente, o técnico Ramón Díaz e o auxiliar Emiliano Díaz entendem que precisam corrigir os erros na bola aérea defensiva, tornar o ataque mais criativo e recuperar a confiança dos atletas.
Além disso, os profissionais querem melhorar a qualidade das finalizações e adequar o preparo físico do elenco à nova metodologia implementada.
Confira abaixo os cinco diagnósticos do Inter para o mau momento:
1 - Falta de criação
É consenso no Beira-Rio que o Inter não consegue criar chances claras de gol. Segundo o auxiliar Emiliano Díaz, o time ataca com poucos jogadores, dificultando a vida dos atacantes.
— Temos que chegar com mais gente à área. No segundo tempo (do jogo contra o Corinthians), chegávamos mais pelas alas, mas, por dentro, tínhamos pouca gente. Temos que seguir trabalhando para chegar com mais gente e ter mais chances de gol — declarou.
O atacante Rafael Borré concordou com o diagnóstico.
— Está nos custando criar situações. Não estou podendo ter chances. Estamos trabalhando para criá-las, mas estamos tendo poucas situações (de gol), essa é a realidade — disse.
2 - Erros de finalização
Se o time está criando poucas chances, quando cria, os atletas não estão aproveitando. De acordo com o técnico Ramón Díaz, a conclusão a gol também é um fundamento a ser aprimorado.
— Temos que trabalhar muito com respeito à definição — declarou.
3 - Problemas na bola aérea defensiva
Nos quatro jogos de setembro, o Inter tomou quatro gols de bola aérea em três jogos (um contra o Palmeiras, dois no Gre-Nal e um contra o Corinthians). Além disso, no empate por 1 a 1 com o Juventude, o Colorado sofreu um gol de cabeça que acabou sendo anulado pelo VAR, por conta de um impedimento bastante ajustado.
Por isso, corrigir os erros na bola aérea defensiva é uma prioridade da comissão técnica.
— Estamos sofrendo há bastante tempo esse tipo de gol com bola cruzada. Temos que trabalhar nisso — afirmou o auxiliar Emiliano Díaz.
4 - Anímico abalado
O Inter está sem confiança. A avaliação da direção e da comissão técnica é de que o aspecto anímico abalado - em virtude do mau momento - tem prejudicado o rendimento técnico dos atletas.
— O time sente o golpe muito forte. Percebi isso. E vamos trabalhar nisso. Para jogar em time grande tem que ter coragem, e eu sei que eles tem. Mas faz parte, nós sabíamos da parte anímica — disse Emiliano.
5 - Preparo físico
Internamente, a comissão técnica entende que os jogadores do Inter estão com dificuldade para se adaptar às exigências físicas da nova metodologia de trabalho, que, na avaliação da nova equipe, exige mais intensidade do que o modelo de Roger Machado.
Perguntado sobre o tema, o auxiliar Emiliano Díaz esquivou-se de comentar publicamente.
— Para nós, falar disso é tirar a responsabilidade. Seria o mais fácil. Não vamos falar de passado. Se tá mal fisicamente ou não, jamais iria dizer aqui, porque a responsabilidade é nossa de dar a volta por cima. Temos que resolver. Não nos perguntem mais sobre o físico — pediu o assistente.
Já o volante Bruno Henrique falou claramente sobre a diferença de metodologia. Sem criticar o antigo preparador físico Paulo Paixão ou o ex-técnico Roger Machado, o atleta admitiu que a mudança de comissão técnica impôs uma dificuldade física.
Para o meio-campista, como o grupo não estava acostumado com o novo método, é natural que os jogadores precisem de um tempo de adaptação ao novo estilo.
— Estamos com uma metodologia nova de trabalho. A nossa intensidade de jogo é muito alta. Principalmente no início do trabalho, vamos correr errado, principalmente na frente. Mas vamos melhorar isso para que a gente possa correr certo e jogar mais com a bola. E isso vai demonstrar que a gente está melhor fisicamente — opinou.
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