
— Só um toque. O Inter joga em um toque.
O pedido feito de forma enérgica pelo preparador físico Diego Pereira aos jogadores no primeiro exercício do treino desta quinta-feira (2), no CT do Parque Gigante, evidencia uma das maiores prioridades da comissão técnica liderada pelo técnico Ramón Díaz em meio à crise colorada: aumentar a velocidade e a intensidade do time na hora de atacar.
O profissional queria que os atletas acelerassem o passe e dessem apenas um toque na bola para que a jogada ocorresse com mais rapidez.
Ser mais rápido na transição ofensiva é uma das estratégias de Ramón e do seu auxiliar, Emiliano Díaz, para consertar, já contra o Botafogo, um dos principais problemas observados nos empates por 1 a 1 com o Juventude, no sábado (27), e com o Corinthians, nesta quarta (1º): a falta de chances claras de gol.
Treino aberto para a imprensa
O trabalho de reapresentação foi todo aberto para a imprensa. No campo, participou apenas quem atuou menos de 45 minutos contra os paulistas, enquanto que os titulares fizeram um regenerativo e trabalharão de forma mais intensa apenas nesta sexta (3), quando será definido o time para o jogo deste sábado (4), contra o Botafogo.
No treino, Ramón e Emiliano também deram ênfase às finalizações, em especial com Bruno Tabata, o garoto Allex e os atacantes Vitinho e Ricardo Mathias, recebendo cruzamentos dos laterais. Na avaliação da comissão, a conclusão a gol é outro fundamento a ser aprimorado.
Por fim, foi realizado um trabalho tático em campo reduzido, em que os reservas foram posicionados no mesmo esquema dos últimos dois jogos: o 4-4-2, com um losango no meio-campo. Chamou atenção a presença de Bruno Gomes no setor, atuando pela direita, com Thiago Maia se posicionando pela esquerda. O jovem lateral-esquerdo, Alisson, de 18 anos, foi chamado da base para completar a equipe.
O time teve: Ivan; Alan Benítez, Clayton Sampaio, Victor Gabriel e Alisson; Ronaldo, Bruno Gomes, Thiago Maia e Bruno Tabata; Vitinho e Ricardo Mathias.
Atuação dos auxiliares
Destaque para a presença ativa do auxiliar Emiliano Díaz, interagindo de forma enérgica com os jogadores e demonstrando aos atletas como a jogada deveria ser feita. O mesmo se aplica aos demais auxiliares, Osmar Ferreyra e Bruno Urribarri, espalhados pelo campo. Já o técnico Ramón Díaz observava toda a atividades com uma planilha na mão e fazendo anotações. Ocasionalmente, ao observar um erro, chamava pontualmente o atleta e dava instrução.
A aposta da comissão técnica argentina para aplacar a crise colorada é o trabalho.
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