
No meio do monte de mistérios que o Inter tem para enfrentar o Fluminense, às 17h30min deste sábado (25), no Maracanã, existe uma certeza. O goleiro será Ivan.
Da lesão no início do ano passado ao que aparentava ser uma eterna reserva, ele está confirmado no time e em ascensão, tendo, inclusive, defendido um pênalti na última partida.
É nele que a equipe confia para voltar do Rio de Janeiro com um resultado positivo no compromisso da 30ª rodada do Brasileirão.
Espera pela oportunidade
Aos 28 anos, o jogador de 1m96cm, natural de Rio das Pedras-SP, vai para seu jogo de número 177 na carreira, entre Ponte Preta, Corinthians, Vasco, Zenit e Inter. Se pensar no início promissor, com convocação para seleção de base e até principal (como forma de pegar experiência), pode ser pouco. Mas para quem ficou tanto tempo fora, trata-se de um recomeço necessário.
A estreia de Ivan, cheia de esperança, ocorreu na primeira rodada do Gauchão 2024. Ainda no primeiro tempo do jogo contra o Avenida, ele torceu o joelho ao tentar impedir um cruzamento. Ficou até o intervalo, saiu e constatou que havia rompido o ligamento cruzado anterior.
Nunca deixei de acreditar. Continuei treinando forte, esperando a oportunidade certa.
IVAN
Goleiro do Inter
Foram quase dois anos de ausência. Mais precisamente, 637 dias até voltar a jogar. Porque o goleiro, naturalmente, já tinha ficado para trás na fila. Rochet era o primeiro, Anthoni, o segundo, e ele ficava no banco.
Fazia a rotina dos demais, concentrava, aquecia, e via o jogo todo do banco. Foram 32 vezes na reserva em 2025 e mais uma na temporada passada, na última rodada do Brasileirão.
— Nunca deixei de acreditar. Continuei treinando forte, esperando a oportunidade certa. Quando ela chegou, queria estar pronto. Fico feliz por ter conseguido corresponder à confiança do professor Ramón e ajudar o grupo da melhor forma possível — declarou Ivan, por meio de sua assessoria.
Ramón Díaz, aliás, já o conhecia. Ivan era reserva de Léo Jardim no Vasco treinado pelo argentino. Nunca, porém, havia atuado.
Jogo simples e pênalti defendido
Seu recomeço no Inter foi em um jogo carregado de tensão. Era preciso ganhar do despretensioso Sport em casa, em uma partida definida por Emiliano Díaz, auxiliar técnico, como "aquelas em que a bola pesa 50 quilos". Ivan havia entrado na equipe porque Anthoni tinha falhado contra o Mirassol na rodada anterior. Então havia a tensão extra.
Na partida, o goleiro simplificou o que pôde. Quando saiu do gol, foi sempre para socar a bola. Quando recebeu passe que pudesse gerar riscos, devolveu para a frente. Saiu zerado.
Seu segundo jogo, em Salvador, enfrentou o melhor mandante do Brasileirão. E só não ficou sem levar gol porque ninguém da equipe apareceu para evitar o segundo rebote de um pênalti defendido por ele em cobrança de Willian José.
Agora, tenta voltar a fechar o gol contra o Fluminense. O típico jogo em que o empate não é mau resultado. Ainda mais para quem luta contra o rebaixamento.
— Daqui pra frente, todos os jogos serão decisivos. Sabemos o quanto esse momento é importante e que não podemos vacilar. Vamos lutar por um bom resultado fora de casa, que nos traga mais tranquilidade e nos ajude a subir na tabela — assegurou Ivan.
O goleiro está escalado. Resta, agora, Ramón Díaz definir os outros 10.
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