
O diretor esportivo do Inter, Andrés D'Alessandro, falou sobre a entrevista do volante Fernando à ESPN. O jogador considerou precipitada a decisão da direção colorada em encerrar o contrato antes do fim, já que, em sua visão, poderia voltar a jogar dentro de um mês.
— Antes de tudo, queria falar que gostaríamos de contar com Fernando. Esportivamente e pela liderança. Ficamos muito tristes com a lesão dele. Encaixava perfeitamente no modelo do Roger. Ele fazia nosso modelo versátil com a leitura que tem.
Conversa cordial
D'Alessandro explicou a saída do jogador de 38 anos, que sofreu uma ruptura parcial do ligamento cruzado posterior do joelho direito no último jogo antes da pausa do Brasileirão para o Mundial de Clubes, em 1º de junho. Segundo ele, houve uma conversa cordial em que se optou pela rescisão amigável por conta da opção do jogador em ficar em Goiânia, onde mora sua família. O Inter entendia que ele deveria fazer o tratamento no CT Parque Gigante, como ocorrera com outros lesionados, Bruno Gomes e Gabriel Mercado.
— Existem protocolos no clube, do Departamento Médico. Quando um jogador se machuca, envolve todas as áreas, não podemos aceitar esse não retorno para tratamento fora do clube. Não podemos abrir essa exceção
Sem crise
O tom da entrevista do jogador, publicada justamente na semana do jogo contra o Grêmio, que poderia ter sido interpretado como desrespeitoso, teve importância reduzida por D'Alessandro:
— Não acho que ele tenha querido criar uma crise em uma semana Gre-Nal. De repente usou uma palavra não adequada. Fizemos um acordo amigável, o assunto foi tratado internamente. Não sou de expor ninguém, não falo coisas internas. O clube ofereceu renovação de contrato mesmo antes da lesão. Quem não ofereceria isso a uma peça-chave do time?
"Portas abertas"
A resposta permitiu entender que D'Alessandro não descartar uma volta do jogador. Burocraticamente, bastaria reativar o contrato no BID da CBF até 3 de outubro. Clinicamente, saber se teria mesmo condições de jogar em outubro ou apenas no ano que vem.
— Tomara (que possa jogar). Estamos com as portas abertas.


