
Viralizou nas últimas 24 horas um vídeo do cantor Diogo Nogueira desfilando um glossário de ofensas a torcedores do Atlético-MG durante um show em Montes Claros, interior mineiro. Nele, o sambista interrompe a apresentação e xinga duas pessoas que fazem gestos imitando Galo, em alusão à vitória sobre o Flamengo, time do coração do artista, pela Copa do Brasil.
Assunto do dia no Rio de Janeiro, a situação ilustra o momento do clube carioca, o mais badalado da América do Sul, mas que vive sempre nos extremos. E dá um tom do que o Inter encontrará na quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores.
O Flamengo tem o maior investimento do continente. Foram mais de R$ 300 milhões só em contratações no segundo semestre, e uma folha salarial próxima dos R$ 40 milhões mensais. Os resultados precisam estar à altura de tamanha expectativa.
Por enquanto, a equipe lidera o Brasileirão e está viva na Libertadores, apesar dos sustos. Deixou um pouco de lado a Copa do Brasil, especialmente no primeiro jogo, e acabou eliminada. O que fez os torcedores do Galo provocarem e Diogo Nogueira sentir.
O ambiente no Maracanã reflete um pouco isso também. Ninguém questiona a vibração, o engajamento da torcida do Flamengo. Mas todos sabem igualmente o quanto ela questiona e fica impaciente quando as coisas não vão do jeito esperado. E isso pode ocorrer em qualquer momento da partida, inclusive nos primeiros minutos.
"O desempenho oscilante do Flamengo nos últimos jogos, principalmente no setor ofensivo, é o motivo da pressão por parte de quem quer ver o time voltar a apresentar o futebol envolvente já mostrado na temporada", escreve o jornal O Globo.
O Inter terá de aproveitar essa oscilação. Terá de transformar o Maracanã em um aliado — ou no mínimo tentar diminuir esse inimigo tão forte. Se conseguir instalar uma instabilidade no Flamengo, poderá criar um ambiente parecido com o que afetou Diogo Nogueira.

