
Nessa espécie de chance final para a retomada do Inter na temporada, o Fortaleza teria tudo para ser um bom adversário. Em má fase, na zona de rebaixamento, eliminado da Libertadores, o time do Ceará poderia ser o oponente ideal para sair da crise. Mas os colorados estão ressabiados. Por isso, o jogo das 20h30min deste domingo, no Beira-Rio, tem alta carga de tensão.
Começando pelo Inter. E pelo lado de fora do campo. Há promoção de ingressos para sócios, que podem levar um acompanhante por R$ 10. Mas não existe tanta empolgação, o horário está longe do convidativo. Por isso, a expectativa é de que não tenhamos 20 mil torcedores nas arquibancadas.
Em campo, a equipe pode ter novidades. Bruno Tabata foi vetado pelo departamento médico. A tendência é pela utilização de dois pontas de origem. Um deles será Carbonero, recuperado de lesão.
O outro deve ser Vitinho. Isso porque Wesley, titular até a partida passada, está em negociação com o Al-Rayyan, do Catar, por cerca de R$ 60 milhões, dos quais o Inter tem direito a 50%. No meio-campo, volta Thiago Maia. E na frente, a ausência de Borré, suspenso, fortalece a presença de Ricardo Mathias.
Adversário cambaleante
De parte do Fortaleza, o cenário é dramático. Com 20 jogos, soma apenas 15 pontos, e ocupa a vice-lanterna. O time, que já vinha cambaleante com Juan Pablo Vojvoda, não reagiu como esperado com Renato Paiva. Foram somente três vitórias no Brasileirão.
— O Fortaleza não vence há sete jogos. Se estender a imagem, dos últimos 18 jogos, tem uma vitória (contra o Bragantino, em 26 de julho). Os últimos dias foram de muita tensão. O clube vendeu Gustavo Mancha e Kervin. Contra o Inter, além dos jogadores negociados, não terá também Marinho, suspenso pelo terceiro amarelo. Dois retornos são esperados, Breno Lopes e Brites. A dúvida é pelo aproveitamento de Moisés — relata o setorista do clube para o GE.Globo, Juscelino Filho.
Retorno de Moisés
A história de Moisés é curiosa. Sua última partida foi justamente contra o Inter. Naquele jogo, sofreu uma lesão grave no músculo posterior da coxa esquerda ao ser empurrado por Deyverson na comemoração do gol. Que acabou anulado por impedimento após revisão do VAR.
Um retrato da temporada do clube, iniciada com alta expectativa mas de realidade completamente oposta. E que, assim como o Inter, tenta se reencontrar em 2025. Mas com muito mais urgência. Cabe aos colorados deixar de lado a fama de ressuscitador.



