
O Inter recebeu da Conmebol a notificação da denúncia pelo atraso do início da partida contra o Flamengo, pela Libertadores. Na última quarta-feira (20), foram lançados papéis picados da cobertura do Beira-Rio, que tomaram a parte central do gramado e adiaram em cerca de 20 minutos o começo do jogo válido pelas oitavas de final, que resultou na eliminação colorada.
Conforme apurou a reportagem de Zero Hora, a denúncia cita o artigo 24 do Código de Segurança da Conmebol, que prevê que o artefato "deve ser lançado apenas manualmente", não podendo "causar atraso no início do primeiro ou segundo tempo, suspensão temporária do desenvolvimento do jogo ou afetar qualquer questão relacionada à segurança do evento esportivo".
O agravante se deu porque parte dos papéis arremessados eram de material laminado, o que atrapalhou o início do jogo.
Possível multa
Apesar de preocupante, o documento enviado pela Conmebol minimiza um temor interno de que o Inter poderia ser punido até mesmo com a perda de mando de campo, já que cita apenas o atraso da partida. De acordo com o manual da competição, está prevista a aplicação de uma multa mínima de 20 mil dólares (R$ 109 mil pela cotação atual) para o clube responsável pelo atraso.
Uma vez oficializada a denúncia, caberá ao departamento jurídico colorado apresentar em uma semana a defesa pelo ocorrido. Ao contrário das competições nacionais organizadas pela CBF, em que denúncias são julgadas em um tribunal, com a presença dos advogados de defesa, a Conmebol tem uma Comissão Disciplinar, que aprecia cada caso e apenas divulga a aplicação das penas, que devem ser publicizadas dentro de duas semanas.
Demissões
Após os desdobramentos ocorridos antes da partida, a diretoria do Inter abriu uma apuração interna, que resultou na demissão de dois profissionais do clube.
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