
Antes de Alan Rodríguez ser oficialmente apresentado no Beira-Rio nesta sexta-feira (1º), D'Alessandro pediu a palavra. Diretor esportivo do Inter, o argentino rebateu críticas sobre a movimentação do clube na janela de transferências.
Até agora, a diretoria colorada apresentou três reforços para o segundo semestre: além do volante uruguaio, foram contratados o lateral-direito Alan Benítez, que veio de graça do Cerro Porteño, do Paraguai, e o volante Richard, do Alanyaspor, da Turquia.
— Não temos força financeira para fazer loucuras, para poder competir hoje dentro do mercado brasileiro com potências e equipes que estão contratando por um valor absurdo. A gente não tem essa força e procura outras armas e outros caminhos, utilizando outras ferramentas para poder convencer os atletas a jogarem no Internacional — declarou, e seguiu:
— O clube fez um esforço enorme dentro da nossa condição para trazer jogadores que possam nos ajudar, brigar pelo seu espaço e dentro das características que o Roger precisa.
Exemplo das dificuldades
Uma das críticas comentadas por D'Alessandro diz respeito ao próprio Alan Rodríguez. Por conta da demora na negociação com o Argentinos Juniors, o atleta não foi regularizado a tempo de ficar à disposição para os confrontos com o Fluminense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
— Hoje se chama a diretoria de incompetente, que demorou, que tinha um mata-mata pela frente e não conseguiram inscrever o Alan para as oitavas de final da Copa do Brasil. Tivemos várias pedras no caminho. Foi uma contratação que queríamos muito — disse.
Se eu tenho dinheiro, em uma semana consigo trazer o jogador. Mas hoje o Inter não dispõe desta condição.
ANDRÉS D'ALESSANDRO
Diretor esportivo do Inter
O diretor esportivo aproveitou para exaltar as valências da nova contratação do Colorado antes de exemplificar as dificuldades enfrentadas.
— Estamos trazendo um cara que era capitão e líder de sua equipe e teve muita resistência para liberá-lo e muita concorrência de times grandes da Argentina até o último minuto. Se a gente economicamente não consegue brigar com algumas potências, temos que buscar outros caminhos, que demoram, que são difíceis de decidir em dois ou três dias. Se eu tenho dinheiro, em uma semana consigo trazer o jogador. Mas hoje o Inter não dispõe desta condição — explicou.
Reposição a Fernando
A outra questão diz respeito à reposição para Fernando. Na parada para a disputado Mundial de Clubes, o Inter saiu em busca de um primeiro homem de meio-campo, já que o titular só voltará a jogar no fim da temporada, depois de sofrer uma grave lesão no joelho.
— Muito tem se falado da ausência do Fernando. É craque e a palavra craque é para poucos. Como tu busca uma reposição para um craque? Com muito dinheiro. A gente não tem esse poder e essa força hoje. Nós temos que valorizar o esforço que o clube está fazendo. Os jogadores que chegaram vão nos ajudar, tenho plena certeza — assegurou D'Alessandro, e completou:
— Se eles vão render ou não, não depende da gente. Existe trabalho da comissão e o nosso ambiente para que eles se adaptem o mais rápido possível ao clube e à cidade. Sendo brasileiro, é muito melhor. Sendo estrangeiro, como o Alan, pode ser que precise de adaptação. Pelo que a gente já viu dele (Alan Rodríguez), duvido que ele tenha muito tempo de adaptação. Já vimos ele muito entrosado.
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