
O Inter inicia o confronto com o Flamengo pelas oitavas de final da Libertadores, nesta quarta-feira (13), trazendo para Roger Machado o desafio de superar Filipe Luís no duelo tático.
O técnico colorado tem como exemplo os dois enfrentamentos anteriores com os cariocas no Maracanã, nos quais usou estratégias diferentes. Para esta quarta, os jogos válidos pelo Brasileirão podem mostrar caminhos, mas também criar dúvidas para o comandante colorado.
Primeiro confronto
O primeiro enfrentamento entre o Inter de Roger Machado e o Flamengo de Filipe Luís no Maracanã aconteceu na reta final do Brasileirão do ano passado. Na ocasião, o Colorado vinha de 16 partidas de invencibilidade com uma forma de jogar que foi mantida pelo treinador gaúcho.
A partida, porém, foi de grande superioridade carioca. O Flamengo chegou a abrir 3 a 0 no primeiro tempo com o Inter tendo muita dificuldade nos duelos de meio-campo, onde os volantes Thiago Maia e Fernando não conseguiram conter os adversários. Pelo setor direito colorado, o lateral Bruno Gomes e o meia Tabata também sucumbiram. Com Borré ausente, Valencia foi o centroavante tendo com Alan Patrick a missão do primeiro combate aos zagueiros, também sem sucesso.
Novo encontro
O reencontro entre Inter e Flamengo no Rio de Janeiro aconteceu em março, pela primeira rodada do Brasileirão. Na ocasião, Roger Machado teve duas semanas para preparar o time depois da conquista do Gauchão. Ele mostrou no Maracanã uma nova ideia, que teve Fernando recuando para a zaga para formar uma linha de cinco defensores. O posicionamento colorado sem bola foi no 5-3-2 tendo Alan Patrick e Borré como homens mais adiantados. Wesley e Vitinho recuavam para formar a linha de três meio-campistas com Bruno Henrique.
Roger surpreendeu Filipe Luís e o Inter conseguiu controlar o jogo no primeiro tempo, quando saiu em vantagem com gol de Bruno Henrique. Na segunda etapa, o Flamengo reagiu e empatou o jogo chegando a um total de 19 finalizações. Mesmo assim, o Colorado saiu do Maracanã com o empate.
Dilema para a Libertadores
Nas duas estratégias táticas usadas, em nenhuma o Inter aplicou uma marcação alta diante do Flamengo. Esse é um dilema que Roger Machado tem no momento. Foi marcando no campo de ataque em alguns momentos dos jogos que Atlético-MG e Central Córdoba conseguiram impor as duas únicas derrotas do Rubro-Negro no Maracanã nesta temporada.
No entanto, ter por dentro no atual 4-2-3-1 Alan Patrick e o garoto Ricardo Mathias pode não dar ao Inter a capacidade de pressionar necessária sobre os zagueiros Léo Ortiz e Léo Pereira. Borré tem uma característica maior de pressão sobre os zagueiros que Ricardo Mathias, mas seria ousado por parte de Roger tirar um centroavante que anotou dois gols no ultimo jogo. Com Mathias e Alan Patrick, a tendência é o Inter não pressionando e esperando mais o Flamengo em seu campo, o que permitiria a Ortiz e Léo Pereira liberdade para serem os primeiros armadores do Flamengo.
Depois de dois jogos no Maracanã, Roger irá nesta quarta-feira pela terceira vez encarar Filipe Luís em sua casa. Os colorados esperam que o treinador consiga encaixar uma estratégia que permita ao Inter voltar ao Beira-Rio com boas chances de alcançar a classificação para as quartas de final de Libertadores.
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