
O meia Bruno Tabata negou ter o desejo de se tornar "o reserva de Alan Patrick". Em entrevista após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, neste domingo (3), o camisa 17 garantiu que se sente bem jogando ao lado do camisa 10 e esclareceu como foi a sugestão que deu ao técnico Roger Machado sobre o seu posicionamento no meio-campo do Inter.
Tabata disse que o seu estilo de jogo é totalmente compatível com o de Alan Patrick e lembrou que, em 2024, o time viveu os seus melhores momentos com ele atuando pela direita, como um meia-ponta, "puxando" as jogadas para o meio e se associando ao camisa 10.
O atleta garante não ter objeção alguma a atuar nessa função.
— Eu e o Alan Patrick somos compatíveis porque no ano passado, em uma equipe que ficou 16 jogos sem perder, eu participei dela e nós jogamos juntos. Então não podemos falar que não (somos compatíveis) — declarou.
Porém, Bruno Tabata alega que, em 2025, o técnico Roger Machado passou a dar preferência por pontas com perfil mais agressivo pelos lados, como Wesley, Carbonero e Vitinho. Por isso, neste contexto, o camisa 17 acabou perdendo um espaço.
— Eu sempre fui um meia. Neste ano, nós estamos jogando muito mais com dois pontas do que com um meia-ponta. E, por não estar jogando, comentei essa situação com ele, que eu queria voltar a atuar como um meia-ponta ou como um meia, que é a minha posição — esclareceu.
Bruno Tabata garantiu que nunca se negou a atuar pelo lado direito. Pelo contrário, acharia positivo atuar junto a Alan Patrick, desde que com o mesmo perfil de 2024, como um meia-ponta puxando para dentro. Caso contrário, o melhor seria se tornar uma alternativa ao camisa 10, atuando em uma função mais centralizada.
— Eu não falei com o Roger que não vou jogar nesta posição (meia pelo lado). Não foi isso. A nossa conversa foi só uma questão de alinhamento, porque neste ano nós sempre jogamos com Wesley, Carbonero, Vitinho, que são jogadores diferentes de mim. Eu me sinto muito melhor jogando por dentro. O Roger sabe disso e eu já demonstrei isso aqui no Inter — explicou.
Por fim, Bruno Tabata garantiu que, apesar das opiniões que externou a Roger Machado, está disponível para jogar onde o treinador lhe escalar.
— Eu sou jogador do Inter. Estou preparado para atuar onde o Roger me colocar. De 8, 10, 11, onde ele quiser. O mais importante agora é a gente reunir forças para que a gente possa dar a volta por cima nesta situação —finalizou.
Há três jogos sem vencer, o Colorado tem um desafio nesta quarta-feira (6), no Rio de Janeiro, contra o Fluminense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, quando precisará reverter uma desvantagem de 2 a 1.

