
Após a derrota para o Corinthians, pelo Brasileirão, o Inter volta suas atenções para a Libertadores, onde fará um confronto decisivo com o Atlético Nacional nesta quinta-feira (8), em Medellín. Zero Hora aponta caminhos para o Colorado ganhar do time colombiano.
Principal time da Colômbia e campeão do último Apertura e também da Supercopa Colombiana, o Atlético Nacional mostrou no Beira-Rio virtudes e defeitos que apresenta ao longo da temporada.
Com força física no setor ofensivo e qualidade para jogar desde a defesa, o time tem no ponta direita Hinestroza uma arma poderosa pelo lado direito do campo. Por outro lado, a equipe de Javier Gandolfi tem fragilidades defensivas que já foram exploradas pelo Inter no triunfo por 3 a 0 no Beira-Rio.
O Atlético Nacional é o dono do melhor ataque do atual Torneio Apertura, com 32 gols, sete a mais que o América de Cali, o segundo time que mais balançou as redes no torneio. A média é de 1,9 gol por jogo.
Na outra ponta, a defesa foi vazada 15 vezes no torneio, uma média que não é alta, de 0,8 por partida, mas a equipe demonstra pontos inseguros.
Ataque às costas do 10
Um ponto que já foi explorado pelo Inter no Beira-Rio e pode ser repetido em Medellín é atacar as costas de Edwin Cardona. Jogador mais técnico do Atlético Nacional, o camisa 10 tem dificuldade defensiva. Ele pode atuar aberto pela esquerda ou como meia central.
Se for aberto pela esquerda, Aguirre terá liberdade quando avançar. Se Cardona jogar por dentro, o volante Fernando vai ser uma arma importante para iniciar as jogadas coloradas.
Ainda que haja a variação, Cardona tem atuado na maior parte das vezes pela esquerda, o que agrava o problema defensivo do time colombiano porque o lateral-esquerdo Camilo Cándido é mais forte ofensivamente que na parte defensiva.
No Beira-Rio, Wesley atuou aberto pela direita e explorou esse setor com sua velocidade, algo que pode ser repetido por Roger em Medellín.
Espaço entre os setores
Outro problema do Atlético Nacional que pode ser aproveitado pelo Inter está nas transições. O time colombiano costuma deixar espaços longos entre sua defesa e o ataque logo que perde a bola. Ou seja, as transições defensivas não são bem feitas.
Assim, o Inter pode encontrar caminhos no contra-ataque. Esse espaço aparece pela falta de velocidade da última linha do Atlético Nacional. A equipe acaba optando por recuar por não ter zagueiros velozes. Quando adiantar a linha, o ataque à profundidade será um caminho para o Colorado.
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