
Esperava-se dificuldades no Grupo F, considerado o mais complicado da Libertadores 2025, mas não era esperado que a quarta rodada teria traços de decisão para o Inter.
A partida contra o Atlético Nacional não definirá o futuro colorado na competição. Entretanto, o jogo das 21h30min desta quinta-feira (8) dará os contornos do grau de complexidade a ser enfrentado pelo time de Roger Machado, nas duas últimas partidas desta fase. Também dá continuidade à vida de viajante do elenco colorado em maio.
As pinceladas de drama no gramado do Atanasio Girardot se acentuam pelos resultados mais recentes. Desde o primeiro encontro diante dos colombianos, em 10 de abril, o futebol apresentado pelo Inter está longe dos seus melhores momentos. O próprio 3 a 0 sobre o Atlético Nacional teve um desenrolar que não dialoga com o placar.
Foram quatro partidas seguidas sem vitória. Fortaleza, Palmeiras e Grêmio, pelo Brasileirão, e Nacional pela competição continental. Foi o tropeço no Beira-Rio diante dos uruguaios o complicador da vida colorada na Libertadores. Com dois jogos como mandante na primeira perna da fase de grupos, o Inter chegou a cinco pontos. Dois a mais do que o adversário desta noite e um a mais que o Nacional-URU, próximo rival colorado, que venceu o Bahia, nesta quarta-feira (7), em Salvador.
Uma vitória na Colômbia deixa o Inter em uma condição mais confortável. Já a derrota pode dar ares de necessidades épicas nas rodadas finais.
— É preciso ter muito cuidado porque o Atlético Nacional joga muito bem com o apoio da torcida — ressaltou Rentería, ex-atacante colombiano campeão da Libertadores de 2006 pelo Inter e que esteve na concentração colorada em Medellín.
Dificuldade de vencer fora
Desde o término do Gauchão, a equipe de Roger não venceu como visitante. São quatro empates e a derrota para o Corinthians, no sábado. Somente no 0 a 0 com o Fortaleza, a defesa não foi vazada.
— Jogar na Colômbia é sempre muito difícil. Montamos uma estratégia de competir de igual para igual. Acredito que o Inter vai ter competitividade. Vai ter pressão da torcida, vai ter ambiente que não é dos mais favoráveis. O Atlético Nacional é uma equipe rápida e forte, com muitas transições — avalia Daniel Franco, lateral-esquerdo do Inter na Libertadores de 1993.
Naquele ano, o Inter encerrou sua participação na fase de grupos com duas partidas seguidas na Colômbia. Precisava somar ao menos três pontos — a vitória valia dois — para ficar entre os três classificados do grupo. Derrota para o América de Cali e empate em 0 a 0 com o Atlético Nacional deixaram os colorados eliminados e na lanterna da chave.
O jogo na Colômbia desta quinta dá prosseguimento à série de partidas longe de Porto Alegre iniciada diante do Corinthians, Na sequência, serão outros dois jogos fora de casa na sequência. No domingo, enfrenta o Botafogo no Rio de Janeiro. Depois, encara o Nacional, no Uruguai.
Ao fim desse combo como forasteiro, o Inter terá uma ideia mais clara de suas pretensões nas principais competições da temporada.
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