
O Inter se prepara para receber nos próximos dias um depósito de R$ 1,3 milhão do Talleres-ARG, pela venda do atacante Guilherme Parede. Embora não tivesse mais vínculo com o jogador, os colorados ainda eram detentores de 25% dos direitos econômicos do atleta quando a negociação ocorreu, em janeiro. Os argentinos têm até o fim de julho para efetuar o pagamento.
Quando adquiriu o atacante por empréstimo de um ano, em 2019, a direção colorada também comprou 25% dos direitos do atleta, por R$ 1,5 milhão. Assim, mesmo após devolver o jogador ao Coritiba, o clube gaúcho permaneceu com a possibilidade de receber um percentual de uma venda futura.
No início do ano, o clube paranaense aceitou uma proposta de US$ 1 milhão do Talleres-ARG por Guilherme Parede. Os argentinos ficaram de pagar o valor em duas parcelas, uma em janeiro e a outra na metade do ano. Ficou acordado que o Inter receberia os US$ 250 mil a que têm direito no mês de julho.
O detalhe é que os colorados foram beneficiados pela desvalorização do real neste período. Na época da venda, em 31 de janeiro, com o dólar sendo comercializado a R$ 4,27, o Inter arrecadaria R$ 1,07 milhão. Hoje, com a moeda americana valendo R$ 5,34, o clube receberia cerca de R$ 1,3 milhões.
Desde que assumiu o cargo de diretor-executivo de futebol do Inter, Rodrigo Caetano adotou como política nos contratos de empréstimo adquirir, sempre que possível, um percentual dos atletas. Assim, além de contar com o futebol dos jogadores, o clube pode lucrar futuramente ou, pelo menos, reaver o investimento feito.
No caso do atacante Gustagol, por exemplo, o Inter comprou do Corinthians 15% dos direitos econômicos por R$ 1,5 milhão. O atleta atuou em apenas três partidas, mas rendeu ao clube cerca de R$ 2,4 milhões. Com Guilherme Parede, os custos serão quase quitados.


