
Ariel Nahuelpán. Ele é reserva do PACHUCA, do México. Ele é grosso. É grandalhão, desengonçado e sem nenhuma malemolência, ginga ou velocidade. De "jogador moderno" não tem nada. E é justamente por isso que esse canhoto com nome de princesa marítima da Disney vai dar certo no Colorado. Qualquer outro poste que viesse daria.
O Inter de Argel joga uma bolinha de time pequeno. Nos fechamos lá atrás e nada criamos, nada envolvemos. Pelo meio não há grandes trocas de passe, tabelas ou infiltrações. Fechadinhos, saímos com alguma qualidade – ALGUMA – somente quando avançamos pelos lados do campo. Temos dois laterais que seguidamente aparecem no fundo para levantar a pelota nas áreas adversárias. Cruzamos, cruzamos e...
E...
E nada.
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Com Andrigo, Vitinho e Sasha as chances de JOGADA AÉREA dar certo são bem pequenas. Os jovens, todos, podem ser bons na correria, na puxada de contra-ataque. Disposição, definitivamente, não lhes falta. O que falta é saber fazer gol. Do jeito que a bola vier. Seja pelo alto, seja num cruzamento a meia altura, seja quando o goleiro deles ERRA EM BOLA na intermediária e deixa o arco aberto.
Ariel, apesar de todos os pesares possíveis (e, convenhamos, há vários pesares envolvidos aqui) sabe fazer gol. É aquele atacante antigo, o tal "de área". Finalizador. Não precisa saber driblar, correr, passar a bola. Precisa fazer o que nenhum dos nossos jogadores de hoje faz: empurrar a bola para a rede (em seis rodadas do Brasileirão até aqui, o Inter tem apenas cinco gols pró – sendo um contra).
Em um time que joga como o Inter de Argel, a figura do centroavante fixo é mais do que necessária: é essencial. Qualquer poste que viesse daria certo por aqui. Mesmo ele sendo o Ariel Nahuelpán.
P.S.: E o Edinho, que acabou virando MOEDA DE TROCA pelo NEGUEBA? Hehe.



