
Valdívia está mais forte. Depois da cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, há exatos 204 dias, os colorados verão um Valdívia diferente. O prazo para seu retorno ao time ainda está indefinido. Mas a fisioterapia trabalha para entregá-lo para Argel com mais "força de luta, de combate, de explosão".
– Quando não podia fazer atividades de impacto, o Valdívia trabalhou bastante os membros superiores, a região central do corpo. Depois, passou a ter ênfase nos inferiores. Aumentou como um todo em termos de massa muscular – explica o coordenador de preparação física, Elio Carravetta, que acredita deixá-lo liberado em 30 dias.
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Os números do índice da massa corporal são mantidos em segredo pelo clube. Mas avaliados como "bem significativos". Isso se deve ao fato de que, nos primeiros meses após a lesão, Valdívia não "catabolizava" (não realizava trabalhos que fazem perder massa muscular), já que as atividades naturais de perda de massa não poderiam ser feitas (corridas e exercícios de longa duração). Como as atividades neuromusculares – menos aeróbicas – eram mais presentes, o jogador teve um aumento na massa, o que a comissão de fisioterapeuta tornará positiva para Valdívia em campo.
– Lógico que quando falamos em aumentar massa muscular, isso é associado à atividade, coordenação e mobilidade. Não adianta ganhar massa e perder mobilidade. Tem que manter essa mobilidade para as funções específicas do jogo – aponta Carravetta.
Nos próximos dias, concluída a etapa das atividades para recuperar a força, será possível ver Valdívia participando de atividades com o resto dos jogadores. Ele chegou ao estágio da recuperação em que simulará situações e esforços de jogo. Trabalhará mais especificamente para recuperar a velocidade que o ajudou a ser goleador do Inter no Brasileirão de 2015 até se machucar, em novembro. O desafio do departamento de fisioterapia era manter a característica de "jogador-velocista", mas colocar mais massa em sua silhueta para que pudesse ganhar as disputas no corpo a corpo com os zagueiros.
– Valdívia é um talento, um jogador importantíssimo para o grupo e para nossas pretensões de brigar pelo título. Com ele mais forte, será mais eficiente no combate com os zagueiros adversários, aguentará mais o tranco. E ajudará mais na marcação, na hora da recuperação da bola – comemora o vice de futebol do Inter, Carlos Pellegrini.
Em recente visita a Porto Alegre, Adriano Ferreira de Oliveira, irmão de Valdívia, notou a diferença no físico do caçula. Vê como positivo esse reforço feito pela comissão de fisioterapia:
– Já fazia gol, né, imagina mais forte? – diverte-se Adriano, que hoje cuida da escolinha do Valdívia, em Jaciara, no Mato Grosso. – A evolução em relação à recuperação está muito intensa e com um belo trabalho da fisioterapia do Inter. O Valdívia tem tudo para voltar mais forte e muito bem, dando alegria para a nação colorada.






