
Desde o pornográfico brasileirão de 2005, quando o título nos foi roubado cinicamente, o Inter começa o campeonato nacional como um dos favoritos. Poucas vezes não foi assim. Aliás, em 2007, quando o coirmão jogou a última pá de terra sobre o caixão corintiano, eu estava lá, no Olímpico, na última rodada do brasileiro destilando todo o meu ódio sobre os paulistas, nossos algozes dois anos antes. Queria que tivessem caído no Beira-Rio, para o Inter, mas foi no Olímpico. Azar. Até porque o colorado também fez a sua parte: perdeu para o Goiás no Serra Dourada. Presenciar a queda corintiana amenizou a dor de não ter comemorado com Tinga, Fernandão e Sobis o título de 2005.
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Mas, falando da maratona que se avizinha, o Campeonato Brasileiro de 2016 começa diferente dos anteriores. O Inter não é tratado como um dos postulantes ao título. E nem poderia. O grupo hoje é tecnicamente – eu disse tecnicamente – insuficiente e sem o número adequado de armadores, atacantes, laterais, zagueiros qualificados para formarem um plantel consistente o bastante para suportar naturalmente as 38 rodadas em alto nível. As contratações como o goleiro Danilo Fernandes, o volante Anselmo, o meia Seixas e o atacante Brenner vêm, mas, mesmo assim, poucos conseguem enxergar o Inter levantando a taça lá em dezembro. O grupo é deficitário, sabemos.
Então, que sejamos campeões assim mesmo, desacreditados. Que sejamos campeões na raça, na vontade como foi no Mundial de 2006. Não queremos ser favoritos, queremos ser campeões. Se o time encaixar, a gente chega. O futebol tem dessas. É diferente também porque el Cabezón não está mais no elenco. E como esse cara vai fazer falta.
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