
Na última terça-feira, o colunista Wianey Carlet publicou um post em Zero Hora classificando o time do Internacional como "uma manada de graciosos bambis, faceirinhos e sempre prontos para serem devorados", e que o técnico Diego Aguirre é o "patrono da Bambilândia". A despeito do folclore em torno da expressão - a torcida do São Paulo é chamada de bambi, principalmente pelos corinthianos, por ser mais elitizada e menos "maloqueira", o que passa bem longe da história do Inter -, o termo está deslocado do Beira-Rio por outro motivo: o time de Aguirre não é faceiro, ele é mal preparado fisicamente, e isso está chegando ao limite do insustentável.
Contra a Chapecoense, no último domingo, foi constrangedor ver os jogadores colorados quase infartando na metade do segundo tempo, enquanto a equipe de Santa Catarina chegava como queria à meta de Alisson. No México, contra o Tigres, o time morreu ainda no primeiro tempo, por isso foi eliminado. Com exceção de Rodrigo Dourado e Sasha, todos os demais atletas estão abaixo da média em termos de preparação física. Algo muito grave ocorre nos treinos e, se continuar assim, custará a demissão de Aguirre e toda sua comissão técnica.
Numa conversa de bastidores na Zero Hora com um jornalista que conhece o cotidiano do Inter, me foi revelado que Aguirre pediu para que o goleiro Alisson pegasse leve em treinos de reposição de bola para "não estourar", fato que deixou o goleiro visivelmente contrariado. Posso estar equivocado - e gostaria de estar -, mas o exemplo demonstra que a preparação física no Beira-Rio está completamente fora da realidade do padrão brasileiro.
Aqui, as equipes estão niveladas na média e para baixo, e o preparo físico, que proporciona uma marcação pressão em boa parte do jogo, coisa que o Inter mostrou em algumas partidas da Libertadores, é fundamental para moldar um time vitorioso. Há muito tempo não se via tantos jogadores qualificados no Beira-Rio, mas de nada adianta o talento sem força física e intensidade - palavra um tanto banalizada e que eu prefiro evitar sempre que possível.
Será que o presidente Vitório Piffero ordenou um rodízio justamente pela preparação defeituosa? Será que Aguirre não enxerga que o time dele parece um cavalo cansado? Por que o clube e a torcida são prejudicados por uma imposição - só aceito treinar se o preparador for o fulano de minha confiança? Queremos respostas para esses questionamentos e não falas evasivas e defensivas. Ainda dá tempo de salvar o ano com a Copa do Brasil, ou que se vayan todos.
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Depois de umas férias forçadas por causa da minha lesão na mão direita, que me custou uma cirurgia e seis pinos, estou de volta. Sei que muitos vão me cobrar o post em que afirmei que o Inter havia ganho a Libertadores na Bombonera, quando o Boca Juniors foi eliminado, e eu mato no peito e jogo para frente. Escrevi em um blog de TORCEDOR, que não representa o pensamento majoritário de nada nem ninguém.
Afinal, alguém aqui ou aí é dono da verdade? Falar o óbvio é fácil, difícil é ter coragem de assumir as convicções. Fiz uma brincadeira e uma provocação com o post, calcadas na confiança que a equipe de Aguirre passava naquele momento. Recebi diversas ofensas pessoais que não aceitei e não aceito, pois não ofendi ninguém. Sem a parada da Copa América e o desastroso planejamento da direção do Inter no recesso, a taça estaria, sim, sendo erguida nesta noite por D'Alessandro.
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