
É impressionante a maneira como o Inter ruiu desde que se classificou para a semifinal da Libertadores. Desde lá, o futebol do time de Diego Aguirre foi minguando no Brasileirão até sumir definitivamente nesta quarta-feira. A derrota por 2 a 1 para o Flamengo assustou pela maneira como se deu.
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Os jogadores entraram mole nas divididas. Perderam todos os rebotes. Abandonaram a recomposição defensiva de maneira assustadora. Não houve aproximação. O jogador que estava com a bola logo era cercado por três do Flamengo, uma das piores equipes do campeonato. Sheik, às costas de Geferson, e Guerreiro, por dentro, colocaram o Inter na roda. Até Cáceres, um volantão comum, flanou no meio-campo do Flamengo, cabeça erguida, tocando bola com leveza. Ninguém cobria o companheiro ou chutava na direção do gol.
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O Inter se defendeu mal, não criou e fez um gol episódico depois de passar a noite quase sem chutar contra o goleiro César.
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A entrada no Z-4 é iminente. Talvez venha antes da semifinal da Libertadores. O Inter parece entregue, sem confiança. A sensação é de que, faltando uma semana para o Tigres no Beira-Rio, o Inter se perdeu numa crise depressiva e de identidade, quando deveria estar zunindo de confiança e batendo no peito. Algo grave se abateu sobre o Inter, e será preciso reverter este quadro emocional em uma semana.
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As trocas no intervalo pioraram muito o Inter. Nico Freitas tem dificuldades quando se aproxima da bola. Pode parecer cruel, mas é isso. É passe para o lado, para trás ou falta. A diferença entre eles é a do diamante e o pedregulho. É incrível que Dourado tenha sentido o adutor da coxa. Outro problema muscular no Inter? O Inter ficou sem o que mais precisava: o primeiro passe, o da transição da defesa para o ataque.
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Rafael Moura na vaga de Alisson Farias, então, é menos explicável ainda. O que estava ruim ficou terrível, com lentidão e desorganização. Vitinho só foi entrar quando DAlessandro sentiu o ombro, em última instância. Aí, sem características de armação na equipe, o Inter naufragou.
Uma noite para esquecer.

