
Fora do Estádio Beira-Rio, ao menos no Brasileirão 2014, o Inter é um time comum, nada competitivo. Os números falam por ele. Em 15 jogos, 45 pontos disponíveis, somou apenas míseros 17. Marcou 10 gols. Sofreu 16.
A pior exibição fora do Estado em meses, anos, décadas, nasceu nesta quinta-feira, em Chapecó. Foi uma derrota pavorosa, capaz de levantar os cabelos de milhões de colorados, de envergonhar dirigentes, comissão técnica e, especialmente, jogadores, os protagonistas do ridículo placar.
A Chapecoense, que flertava com o pé da tabela, com o pântano da segunda divisão, enfiou cinco no time de Abel Braga e subiu de posição. O resultado é inacreditável. Se alguém apostasse um milhão de dólares num 5 a 0 catarinense, um milhão de torcedores cobririam a proposta. Ninguém poderia imaginar um escore tão alto.
Explicar uma derrota por goleada não deve começar pelo goleiro Dida, pela defensa inteira, pelo meio-campo mal escalado ou pelo treinador. Deve envolver todos. As falhas foram coletivas. Nunca um jogo escancarou tanto os problemas coletivos de um time.
Goleadas sempre produzem jogos inacreditáveis. Nilmar estreou no final, Dida foi expulso, Rafael Moura substituiu o goleiro. O 5 a 0 vai sacudir o Inter, atingir Abel, cortar a cabeça de alguns jogadores, mudar a postura dos dirigentes, acelerar mudanças. Poucos treinadores resistem quando seus times são goleados por equipes inferiores em competições superiores. Na coletiva, Abel não conseguiu explicar a histórica derrota.
O futebol catarinense é o fantasma do Inter. Depois de levar 3 a 2, de virada, do Figueirense, em Porto Alegre, sofre 5 a 0 da Chapecoense. O único consolo é que o Inter continua em terceiro lugar, com 47 pontos, mas viu a aproximação de Grêmio e Corinthians, com 46.
Em galeria de fotos, a partida na Arena Condá:
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