
Dia 23 de agosto, em Bragança Paulista, no vestiário do Estádio Cícero de Souza Marques, Luís Castro e o grupo de jogadores perderam de vez a sintonia. Decisões técnicas e questões táticas ruíram a confiança ao longo de oito meses. E, mesmo com a sobrevida dos Gre-Nais da Copa do Brasil, a passagem de Castro e sua comissão técnica acabou neste domingo (13). E os sinais do retorno de Renato Portaluppi cada vez mais fortes nos bastidores.
O colunista de Zero Hora Eduardo Gabardo informou que o contato já aconteceu neste domingo (13) e o Grêmio fez proposta oficial. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a conversa já não é mais inicial. E agora já passou entre direção e o empresário do técnico, Gerson Oldenburg. Números, metas e outras questões do clube estão em debate.
A primeira sinalização passou longe do desejado, mas novas conversas estão em pauta. Antes de projetar quem assumirá o time com a missão de evitar o Z-4 e disputar as semifinais da Copa do Brasil, porém, é preciso entender como a situação chegou ao ponto atual.
Clima piorou após saída de Arthur
A relação no vestiário gremista sempre foi de respeito e profissionalismo neste ano. Mas, antes do estopim, o primeiro baque veio como herança de decisões tomadas nos gabinetes da Arena: a saída de Arthur. O ex-camisa 8 era um dos líderes e referência técnica da equipe. A falta de sinergia com a proposta de jogo mais direta, sem valorizar tanto a posse de bola, ficava clara nos gramados do CT Luiz Carvalho.
A constante busca por ajustes defensivos tirou, pouco a pouco, a confiança de que a proposta acabaria dando certo. Só que, quando as negociações sobre a permanência de Arthur avançaram e a saída do volante se confirmou, o clima piorou. E muito. Os líderes sentiram falta do apoio da comissão para insistir na continuidade do meio-campista.
Veio a parada para a Copa do Mundo. Amistosos contra adversários de menor expressão, sem boas condições nos estádios e com os mesmos problemas de rendimento coletivo. A insistência em manter a mesma plataforma tática nos jogos como visitante criou cada vez mais frustração entre as lideranças. As oportunidades dadas a atletas que não rendiam também não caíam bem. A mensagem de Castro era: “É importante que vocês confiem que dará certo”. Não deu. Nenhuma vitória longe da Arena na Série A.
Carlos Vinícius
E aí veio o Bragantino. A saída de Carlos Vinícius do time titular acabou sendo muito criticada internamente. Os jogadores se cobraram fortemente no vestiário após a derrota.
As discussões pós-jogo em Bragança não acabaram por lá. O primeiro Gre-Nal não mudou muito o ambiente. A atuação contra a Chapecoense assustou. Então veio a semana do Gre-Nal na Arena. Os atletas pediram Kannemann na escalação titular. Gustavo Martins treinou ao lado de Wallace.
Mas, no fim, o desejo do vestiário acabou atendido. A derrota de virada para o Vasco, na Arena, fechou o ciclo de Luís Castro no Grêmio. Agora, é saber quem a direção vai trazer para substitui-lo. Além de afastar o Tricolor do Z-4, o novo técnico terá um difícil desafio contra o Atlético-MG, pela Copa do Brasil.
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