O Grêmio sofreu a virada para o Vasco e vai terminar a rodada com pontuação de Z-4. Depois de mais de 40 minutos de espera para a coletiva de Luís Castro, o português surgiu para falar. Em tempo: diferentemente de outras vezes, nenhum dirigente do futebol apareceu para respaldar o trabalho dele. Nos bastidores, pela primeira vez, se cogita analisar a saída do comandante.
Fato é que o treinador se mostrou irritado quando questionado pelos jornalistas. Após ser perguntado sobre a questão física da equipe, reclamou de um elenco com poucas alternativas.
— A densidade competitiva é muito alta. É impossível fazer-se sistematicamente jogo dois em dois dias, três em três dias. É a nossa realidade. Não temos tantos jogadores assim para perdermos se dois ou três forem marcados e não puderem jogar, porque o elenco não é vasto. Não temos essa possibilidade de tirar 10 jogadores e repor 10 jogadores, como fez o adversário. Isso torna as coisas muito complicadas. São fatos, não desculpas.
Antes, Castro havia sido questionado sobre a qualidade do seu trabalho. Na primeira, rebateu o repórter e não respondeu. Perguntado novamente, relutou em dizer que o trabalho não era bom.

— O trabalho pode ser bom na parte de promoção de jovens, a forma como eles geraram valor para o clube. Fomos buscar jogadores na Série B, desenvolvemos, pusemos a jogar e estão rendendo bem. Posso dizer que é bom ao vencer o Gauchão e chegar nas semifinais da Copa do Brasil. O trabalho é deficiente no Brasileirão, nunca falei que era bom na totalidade. O treinador do Grêmio e seu elenco não vivem em um bom momento. Não vou dourar para vender. Eu sempre assumi tudo aquilo que eu fiz, o bom e o mau.
O Grêmio volta a campo na próxima quarta-feira (16), contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, às 19h30min. A partida é válida pela 21ª rodada do Brasileirão.
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