
O Grêmio se mobiliza nos bastidores para escapar da zona de rebaixamento. Uma eventual queda para a Série B representaria uma redução significativa nas receitas provenientes dos direitos de transmissão.
Diante desse cenário, o Tricolor evita assumir compromissos financeiros elevados com renovações e decidiu congelar as tratativas. Há interesse na permanência de alguns jogadores, mas eventuais avanços estão condicionados à situação da equipe na Série A.
O clube já fez contato com atletas cujos contratos se encerram no fim do ano, como Carlos Vinícius, Pavon e Amuzu, para sinalizar o interesse nas renovações. Os jogadores recebem salários considerados elevados dentro do processo de reorganização financeira do Grêmio. Por isso, readequações são necessárias para 2027.
Com contrato até dezembro do próximo ano, Gustavo Martins vive situação semelhante. O defensor já foi procurado pelo clube para uma extensão do vínculo, mas o avanço das negociações também depende da permanência do Grêmio na elite do futebol brasileiro.
A principal preocupação está relacionada à redução das receitas de televisão. Na Série A, o Grêmio embolsa cerca de R$ 150 milhões pelos direitos de transmissão. Na Série B, os clubes do grupo da Libra receberam aproximadamente R$ 15 milhões em 2026, embora exista a expectativa de aumento da cota para a próxima temporada.
Outros atletas têm contratos curtos, mas não foram procurados, casos de Marcos Rocha, Dodi e Caio Paulista, cedido pelo Palmeiras. O desempenho nos últimos meses da temporada pode influenciar uma decisão sobre o futuro desses atletas. Já Diego Caito tem cláusula de obrigação de compra prevista em seu contrato.
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