
O Grêmio segue sem encontrar o caminho das vitórias longe da Arena no Brasileirão. A derrota para o Vitória, em Salvador, foi mais um banho de água fria nas expectativas do torcedor. Depois de uma semana de resultados positivos contra a Chapecoense e no Gre-Nal pela Copa do Brasil, veio mais uma frustração.
Fora de casa, a equipe ostenta marcas negativas: tem o pior ataque, o pior aproveitamento e é um dos três times que ainda não venceram como visitante. Problemas que mantêm o Z-4 no retrovisor gremista.
Nove derrotas, quatro empates e apenas seis gols marcados. Números que ajudam a explicar por que o Tricolor ainda olha para a tabela com preocupação, já que a zona de rebaixamento continua próxima.
São três pontos de vantagem para o Vasco, adversário do próximo sábado (12) na Arena. A equipe carioca é a primeira entre os quatro clubes que, neste momento, seriam rebaixados para a Série B.
As explicações de Luís Castro
— Não merecíamos a derrota, mas ela aconteceu mais uma vez de bola parada — afirmou Luís Castro.
Incomodado com as perguntas sobre o rendimento da equipe, o técnico rebateu. O treinador citou o retrospecto recente para defender o trabalho do time, mas reconheceu que os erros como visitante atrapalham a campanha.
—Não estamos bem no Brasileirão, mas nos últimos oito jogos antes deste tínhamos quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. Não é tudo isso que estas a dizer. É que concedemos chances, mas também criamos. Tínhamos só duas derrotas. Criam finalizações, mas não são perigosas. Contra o Bragantino e hoje foram gols de bola parada. Temos concedido algum espaço para depois termos aproveitado. Nos falta eficácia em momentos importantes. Se tivéssemos saído na frente, seria um sentimento diferente. Senti a equipe desconfiada pelo passado. Está a nos perseguir de forma muito negativa. Se tivéssemos mais pontos como visitante, a temporada estaria mais tranquila — projetou.
A dor de cabeça de Castro nesta semana será a escalação do ataque. Pavon, suspenso, aumentou a lista de desfalques para a posição. Amuzu e Jovane Cabral estão lesionados e são dúvidas para a partida deste sábado.
— Há jogadores que podem fazer essa área do campo. O Krovinovic pode fazer, como cumpriu muitas vezes. Não é um ponta puro, mas um com características diferentes. Pensar que preservamos o Amuzu é lançar a confusão em jogo desses. O Amuzu ficou em Porto Alegre por estar lesionado — respondeu.
Além do técnico, apenas Weverton falou sobre a partida. Em entrevista na saída do campo, o goleiro analisou o momento enfrentado pelos companheiros.
—Não era jogo para perder. O resultado mais justo seria o empate. A bola parada é determinante. Precisamos ter atenção o tempo todo. Mais uma vez deixamos escapar a oportunidade de vencer fora de casa. Isso nos incomoda. Pelo tamanho do clube, é inaceitável ficar mais de um turno sem ganhar como visitante. Agora é pensar no Vasco. Recuperar todos para jogarmos em frente ao nosso torcedor — disse.
De olho no próximo confronto
Fora do jogo em Salvador, Kannemann e Marlon serão alternativas para a partida contra o Vasco.
O time carioca tem o terceiro pior em aproveitamento como visitante do Brasileirão, com sete derrotas e cinco empates. Uma chance para o Tricolor voltar a fazer da força do torcedor na Arena um grande aliado para afastar as dificuldades na Série A.
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