
A escalação de Pavon entre os titulares do Grêmio contra o Mirassol, nesta quarta-feira (5), não surpreendeu ninguém da equipe. Ainda no interior paulista, após o jogo de ida, com a suspeita de lesão em Tetê, o argentino era tratado como nome certo para a função.
A aposta deu certo. Além de uma boa atuação, Pavon marcou o gol de classificação do Grêmio às quartas de final da Copa do Brasil. A seguir, Zero Hora explica os motivos para a escolha de Luís Castro.
Questão tática
O técnico do Grêmio explicou a escolha por Pavon na coletiva após a vitória do Tricolor destacando as características do argentino: intensidade e capacidade física.
— O motivo da escolha por Pavon: Reinaldo é um jogador de grande capacidade física e que impõe dinâmicas fortes no corredor. Tínhamos que tirar o conforto que ele tem.... e sabíamos que Pavon tem a intensidade e a capacidade física [necessárias]. Jogador fantástico na entrega — afirmou o português.
Pavon também foi "premiado" pela dedicação em treinos e durante o longo período de improvisação, em que foi recuado para a lateral. Foram quase seis meses sendo utilizado na outra função, até a contratação de Diego Caito.
Entre altos e baixos, nas 27 partidas como lateral, o atleta jamais reclamou internamente pela situação. Sempre tentou colaborar. Dirigentes, que vasculharam o mercado na busca por alternativas “boas e baratas”, elogiavam a dedicação do camisa 7.
Redenção
Pavon tinha voltado a ser alvo de críticas de torcedores no pós-Copa, após queda de rendimento nos jogos. O jogador foi vaiado na Arena na partida contra o Bolívar, pela Sul-Americana, quando Caito não pôde atuar.
Também por isso, o gol do jogador —um dos mais queridos do vestiário — foi especialmente celebrado pelo restante da equipe nesta quarta-feira. Uma das lideranças do grupo, Marlon destacou a dedicação do colega após a vitória contra o Mirassol:
— Hoje mesmo a gente brincou que o Cristian merecia um gol, até porque no jogo passado ele foi muito vaiado. Esse é um tipo de jogador que é raro ver hoje em dia, porque seja na boa ou na ruim, o Pavon está lá. Jogou em diferentes posições e nunca reclamou, nunca se escondeu. Eu já vi o Pavon chorar, sorrir, mas nunca desistir, e ele foi premiado com um gol porque ele é um cara que trabalha. Na nossa profissão, o trabalho e sempre devolve.
A tendência é de manutenção do argentino no time titular que vai encarar o São Paulo, neste sábado (8), na Arena, pelo Brasileirão.
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