
Um respiro em meio do turbilhão da pressão que tomou o ambiente do Grêmio. O empate em 1 a 1 com o Mirassol no último domingo (2) adia um pouco do que será o momento de decisão sobre questões importantes no ano. Se a temporada terá a disputa da Copa do Brasil como objetivo, a manutenção ou não do trabalho de Luís Castro e o futuro de jogadores no clube.
Algumas delas serão respondidas na próxima quarta-feira (5), na Arena, na partida de volta pelas oitavas de final da competição. Se vencer, além da classificação às quartas, a continuidade do projeto é certa. A eliminação trará mudanças.
Algumas destas trocas já surgiram na escalação. Pavon perdeu a titularidade para Diego Caito, um dos destaques da partida em São Paulo. Wallace, outra novidade no time, também deu boa resposta. Movimentos que ajudaram a explicar um melhor rendimento coletivo da equipe.

Apesar do resultado considerado positivo, o treinador reconheceu o peso que a próxima partida terá. O recontro com o torcedor no estádio, após a decepção com a eliminação para o Bolívar, será de ambiente tenso. Mas Castro pediu que os gremistas concentrem nele as cobranças e que o time está no caminho certo.
— O torcedor estará ao lado do treinador quando ele conseguir entregar resultados. Minha experiência diz isso. Não vou desistir. São momentos da vida que se trabalha 14 horas por dia e tudo prece perdido. Não irei desistir, estarei determinado. Vejo falarem da multa, com muita falta de respeito. Tenho a ambição de chegar longe com o clube. Determinado e confiantes de que faremos coisas muito boas. Compreendo a emoção do resultado, mas tenho que me agarrar a racionalidade dos números. E eles dizem que estamos no caminho certo. Peço que a torcida faça a Arena o local ideal para todos juntos levarmos a equipe para as quartas de final. As vaias serão para mim, mas os jogadores merecem o carinho — pediu o técnico.
As vaias serão para mim, mas os jogadores merecem o carinho
"Responsabilidade é dos jogadores"
Uma das principais vozes do vestiário, no entanto, tentou isentar o técnico do momento da equipe. Marlon afirmou que os jogadores precisam entregar melhor rendimento, mesmo quando as circunstâncias não sejam as ideias.
— A responsabilidade maior é dos jogadores. Quem joga no Grêmio, não pode ficar incomodado com as cobranças. Todos são substituíveis no futebol. Precisamos entregar ou te substituem. A responsabilidade é nossa. O desempenho não tem sido bom, mesmo com o título do Gauchão. Ficamos muito aquém — lamentou.
Reflexos na escalação
O problema é que a partida em Mirassol, mesmo com um resultado considerado positivo, terá reflexos na escalação em Porto Alegre. Tetê revelou que sentiu um desconforto. Um problema a mais na preparação para a decisão.
— Senti um desconforto na virilha desde o primeiro tempo. Depois de uns 15 minutos do segundo tempo, pedi para sair. Vou fazer o exame e ver o que acontece — afirmou.
De volta a Porto Alegre nesta segunda-feira (3), o time terá a chance de preparar estratégias e realizar ajustes até a decisão de quarta. Um jogo que ajudará a responder muitas das questões sobre os rumos do Grêmio no ano.
📩 Receba as principais notícias do Grêmio direto no seu e-mail. Clique aqui e inscreva-se na newsletter do Tricolor.



