
O Grêmio vê um caminho para deixar as turbulências para trás. Apesar da desconfiança e das críticas pelas atuações ruins, o clube mantém a convicção em Luís Castro.
O técnico português segue prestigiado, mesmo com o torcedor incomodado pela falta de evolução. Depois do voto de confiança dado publicamente pelo presidente Odorico Roman e pelo executivo Paulo Pelaipe ao caminho desenhado pela comissão técnica, a bronca está com o grupo de jogadores. E a resposta é esperada em breve.
A derrota em Mirassol fez a temperatura das cobranças subir no vestiário. A atuação em São Paulo incomodou. E por mais que Castro não tenha convencido o torcedor até agora, a direção fez questão de colocar a responsabilidade pelo resultado no trabalho de todos os envolvidos na partida.
O português conta com o apoio da direção pelo trabalho feito até agora. A avaliação é de que talentos jovens da base evoluíram sob sua gestão. Assim como o dia a dia do CT Luiz Carvalho é bom. A parceria com o departamento de futebol também é um dos argumentos a favor da manutenção do treinador. Ele não pede reforços publicamente e comprou a ideia de apostas em jovens, sem custo elevado, para viabilizar financeiramente o projeto gremista.
Respaldo da direção
A manifestação mais forte nesse sentido foi feita por Odorico Roman. Último a conceder coletiva, o presidente afirmou que talvez as peças necessárias para que a equipe apresente o rendimento esperado ainda não estejam no clube.
— A minha avaliação é que talvez as peças que temos disponíveis não sejam suficientes para corrigir esses problemas. Então, a nossa expectativa é que na janela agora consigamos entregar peças para corrigir esses problemas. Eu não sou analista de futebol. Já temos três, talvez tenhamos quatro, cinco jogadores na janela, que possam dar ao treinador condições de corrigir esses problemas — comentou Odorico.
Pelaipe também fez uma análise da situação no clube. O executivo, que ainda trabalha para integrar mais reforços ao vestiário, comentou sobre as cobranças e os motivos para a direção manter a convicção em Luís Castro no clube.
— É um treinador que trabalha com jovens, tem coragem para fazer esse trabalho. Renato Portaluppi não prestou para o clube, Roger não prestava, Mancini e Mano Menezes também não. A solução não é essa. Trocar o técnico não é a solução. Se fosse, faríamos. Não vamos vir aqui e culpar os jogadores ou a comissão técnica. A culpa é nossa — afirmou o executivo.
Mais reforços
A principal mudança que a direção pretende executar para a sequência do semestre é a contratação de mais um meia. Esse jogador, até agora, ainda não desembarcou em Porto Alegre. E a avaliação é de que a falta desta peça não possibilita que a equipe possa ser escalada dentro do modelo de jogo desejada por Castro.
Um zagueiro também é buscado, mas o grupo no momento conta com outras alternativas. A avaliação é de que será importante encontrar um atleta experiente, pronto para assumir a titularidade do lado esquerdo.
Nicolás Valentini, da Fiorentina, é o nome desejado. O defensor argentino, formado na base do Boca Júniors, tem 25 anos e é canhoto. O Tricolor buscou informações sobre o jogador com Fabio Paratici, diretor esportivo do clube italiano. A tentativa é viabilizar a negociação por empréstimo, mas as conversas ainda não avançaram.
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