
Exatos 30 dias entre a reapresentação e a volta ao Brasileirão. Três jogos, com duas vitórias e uma derrota. Esse foi o caminho trilhado pelo Grêmio em busca da recuperação no campeonato de pontos corridos. No último domingo (12), no 3 a 1 contra o Cruzeiro, em Brasília, Luís Castro teve a chance de fazer os últimos ajustes antes da volta, na próxima sexta (17), contra o Mirassol, em São Paulo.
O período deixou recados ao treinador português e trouxe alternativas para o time — de dentro e de fora do elenco. As soluções, ainda que não sejam definitivas, precisam ajudar o Tricolor a deixar a incômoda 16ª posição na tabela do Brasileirão. Com 21 pontos, está apenas um à frente do Vasco, primeiro na zona de rebaixamento.
Cara nova
Logo após a partida, os repórteres André Silva e Marco Souza deram a informação de que o Grêmio acertou a contratação do meia Jovane Cabral, do Estrela Amadora, de Portugal, e da seleção de Cabo Verde. Ele defendeu o país na Copa do Mundo da América do Norte.
Um jogador versátil que pode atuar no meio, mas também pelas duas pontas do ataque. Destro, Cabral foi elogiado pelo técnico Luís Castro.
— É um jogador que joga pela esquerda e pelo meio. Vai se juntar ao grupo que está comprometido com o trabalho. Ele tem capacidade para integrar o nosso elenco.
Um novo meio?
Na parada para a Copa, o Grêmio perdeu um dos seus principais jogadores. Sem Arthur, uma das maiores incógnitas do Tricolor era no meio de campo. A resposta apareceu na vitória de domingo.
Depois de testar Pérez contra o Cascavel e a Chapecoense, Castro optou pelo retorno de Villasanti à equipe titular. Recuperado de lesão, o paraguaio atuou por 70 minutos contra os mineiros e fez boa parceria com Nardoni. O argentino, inclusive, marcou o segundo gol gremista na partida.
Se talvez o jogo tenha dado essa certeza, por outro lado pode ter deixado outra dúvida para o português. Gabriel Mec pouco criou durante o período em que esteve no gramado do Mané Garrincha. Para a sequência da temporada, o colombiano Monsalve pode ganhar novas oportunidades como meia centralizado. O camisa 11 chegou a ter seu nome ventilado como uma das saídas do Grêmio, mas permaneceu em Porto Alegre.
Mistério na defesa
Depois de perder Viery, Castro testou Wagner Leonardo, Luis Eduardo e, agora, Kannemann ao lado de Gustavo Martins na defesa. No auge dos seus 35 anos, o argentino pareceu ser o que melhor deu resposta na zaga pelo lado esquerdo.
Apesar de ter cometido pênalti em Gerson (em lance polêmico), o primeiro gol do Grêmio surgiu de um desarme seu na intermediária defensiva. Enquanto teve fôlego, foi um dos principais nomes do Tricolor na partida.
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