
O Grêmio sabe como é ganhar perto do céu, como tentará fazer na noite desta quinta-feira (22). Eram outros tempos, um outro Bolívar, um outro Grêmio, mas os mesmos 3,6 mil metros de altitude de La Paz.
O Grêmio, de De León, Renato e grande elenco, caiu na primeira fase em um grupo com Flamengo, Bolívar e Blooming. Depois de empatar com os cariocas na estreia, o time de Valdir Espinosa embarcou para duas partidas na Bolívia.
Primeiro, no nível do mar de Santa Cruz de la Sierra, venceu o Blooming por 2 a 0. Na sequência, subiu a montanha para enfrentar o Bolívar e a altitude.
Espinosa montou sua equipe com Remi; Silmar, De León, Leandro e Casimiro; China, Tita, Osvaldo e Tonho; Renato e Cesar.
Golaço icônico
Eduardo Navarro abriu o placar no primeiro tempo. Apesar do desgaste, o Grêmio encontrou fôlego para virar. O empate saiu com Osvaldo. A virada foi conquistada com um golaço.
China roubou a bola no círculo do gramado. Viu que tinha espaço e avançou. Foi ambicioso. Desferiu um chute forte, cruzado de longe, muito longe. Uma bomba que explodiu na rede do goleiro Elso.
— A altitude era pior, era meio místico jogar na altitude. Todo mundo tinha receio. A estratégia do Espinosa deu certo. Foi um gol antológico. Fiz o gol aos 37 do segundo tempo. São 43 anos. É bastante simbólico o gol — destacou o ex-volante, em entrevista ao Show dos Esportes.
Com aquela vitória perto do topo da Terra, o Grêmio deu um passo importante para vencer a sua primeira Libertadores. Um jogo para servir de inspiração para o time de Luís Castro.
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