
A Bolívia foi impactada, em maio, com uma onda de protestos por conta da situação política no país. O ambiente turbulento poderia, tirar a partida entre Bolívar e Grêmio, pelos playoffs da Sul-Americana, do território boliviano. O jogo está marcado para o dia 23 de julho.
Dois meses depois, o clima mudou. O presidente Rodrigo Paz, alvo de críticas em maio, decretou estado de emergência, como uma ação preventiva após mais de 50 dias de bloqueios de estradas e protestos em massa que paralisaram a Bolívia, sobretudo La Paz.
Embora a medida proíba, em tese, grandes aglomerações, ela não afeta a partida entre bolivianos e gaúchos, nem outros eventos de grande porte, como os desfiles folclóricos de 1º de agosto ou os shows gratuitos em comemoração ao aniversário de La Paz.
A informação em jornais bolivianos é de que dirigentes da Conmebol já avaliaram possíveis problemas que poderiam afetar o confronto, mas concluíram que o clima foi pacificado no país.
Dentro de campo
Na quarta posição no Boliviano, atrás de Always Ready, The Strongest e Aurora, o Bolívar considera a Sul-Americana como uma salvação para a temporada.
Para a volta da Copa, o técnico Alejandro Restrepo ganhou alternativas para o grupo.
— É o único time boliviano que resta em competições internacionais e trouxe reforços estrangeiros para a sequência da temporada. O Bolívar acredita que a altitude lhes confere uma vantagem, mas preciso lembrar que, com a estratégia de jogo adequada, a altitude não impediu que outras equipes vencessem lá — explica Lilian Camacho, jornalista boliviana.
O Bolívar contratou o meia Batallini, do Argentino Juniors; Asprilla, do Atlético Nacional; e Billy Arce, do Mazatlán-MEX. Antes de enfrentar o Grêmio, os bolivianos encaram o Guabirá pelo campeonato nacional.
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