
Depois da vitória no último sábado (27/6), o Grêmio trabalha para conseguir uma virada nos tribunais desportivos sobre o Cascavel. O clube paranaense aguarda o pagamento da segunda parcela devida pela venda de Bitello, em 2023.
O meia foi negociado com o Dínamo Moscou em setembro de 2023 por 10 milhões de euros (cerca R$ 52 milhões na cotação da época). O adversário do primeiro amistoso da intertemporada tinha 30% dos direitos econômicos do jogos.
No fim de dezembro de 2023, o Grêmio pagou R$ 10,6 milhões depois de ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF.
Sem receber a segunda parcela, prevista para ser quitada em julho de 2024, a direção paranaense acionou novamente a CNRD para cobrar o Tricolor. A decisão, favorável aos paranaenses, saiu no fim de abril deste ano. Os dois clubes apresentaram recursos e aguardam nova decisão. Não há risco de transfer ban neste momento.
O Grêmio terá que quitar um valor superior a R$ 5 milhões. O Tricolor argumentou que o montante seria menor do que foi pedido pelo Cascavel, mas o órgão deu ganho de causa aos paranaenses. Em contato com ZH, o vice-jurídico do Cascavel, Bruno Domingues, explicou a ação.
— Somos um clube bem estruturado. Não iremos ceder e deixar de cobrar. O Cascavel irá aguardar o pagamento. Faz falta ao nosso caixa, mas não iremos fazer um acordo que seja bom apenas para o Grêmio — disse Domingues
A realização do amistoso no fim de junho não teve relação com a dívida. No início deste ano, a direção do Grêmio fez uma consulta para tentar um acordo para parcelar o pagamento, mas a negociação não avançou.
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