
Um áudio vazado repercutiu pela revelação de uma série de assuntos sobre os bastidores do Grêmio. Na conversa, o empresário e conselheiro do clube, Celso Rigo, fez diversos relatos e opinou sobre a situação de alguns tópicos dos bastidores gremistas.
A colunista de ZH, Queki, confirmou a veracidade do áudio. Rigo fala sobre sua convicção no trabalho do treinador Luís Castro e a necessidade de saídas de jogadores, além de citar problemas financeiros do clube.
A reportagem tentou contato com Rigo e, até o momento, não obteve retorno.
Confira partes do áudio:
"Boa tarde, meus amigos. Olha só, hoje eu falei com Pedro Lourenço de Oliveira, presidente e dono do Cruzeiro, meu amigo há mais de 30 anos, meu maior cliente em Minas Gerais. (...) Falei dos jogadores que nós vamos vender na janela. E precisamos vender, não tem jeito. Tem que vender. A situação está caótica.
Ele disse: 'Meu amigo, não demite o português. Eu tentei contratar ele, gosto muito dele. Mas vocês chegaram na frente, tudo bem, faz parte. Contratei o Tite, que desgraça, me deu um puta prejuízo (...) Aí eu falei já do Roger, olha aqui. Os dois são "esquerdão", sem fundamento. Então, eu falei, "bah, estou fora". Então é isso aí, essa é a nossa realidade. O nosso português, Luís Castro, gostei muito de conversar com ele. Na primeira vez, fiquei quase uma hora com ele conversando. Ele já se pagou umas quantas vezes com o Viery.. (...)
O Renato é meu amigo. Quando ele estava em Porto Alegre, no Rio, também também me hospedei lá e conversei meia hora com ele, marquei para apresentar o Zucco, nosso futuro presidente, 'gremistão', que pode ajudar muito o Grêmio em torno da Arena. Apresentei para ele e tal, foi muito bacana. E, por sinal, está muito mal de time o Vasco, Deus o livre, que loucura.
Então, essa é a realidade. O Renato (...) não promove categoria de base. E o Luís Castro é acostumado, sete anos no Porto fazendo isso, em categorias de base.
O Viery estava na reserva, não jogava nunca. O Gabriel Mec e todos os outros que ele está lançando, o Pedro Gabriel, o Vitor Ramon na direita, vai estar no grupo, vai andar. E por aí vai. O Riquelme, o Jefinho, o Tiaguinho, tudo isso aí é nosso ativo, é ali que nós vamos sobreviver. (...)
Está nos faltando peças ali no meio de campo, não tá legal, tem que ajeitar, a gente sabe disso. E temos que enxugar, a nossa folha está muito alta. Jogadores como Marcos Rocha ganhando R$ 750 mil, Willian, em fim de carreira, quase 38 anos, R$ 1,8 milhão.
O Guerra quebrou. Nós estávamos falidos. Eu tive que botar num momento crucial ali por fevereiro, R$ 60 milhões para pagar a folha, pagar imagem, pagar o hotel para fazer as hospedagens aí e tal. Enfim, mas era de tudo que é lado. Eu banquei também o Enamorado, tive que pagar para não perder, mais outros dois, o Leonel Pérez (...)"
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