
Chegou ao fim a segunda passagem de Arthur pelo Grêmio. Do retorno celebrado, com recepção de ídolo no aeroporto, o jogador se despede do torcedor nesta terça-feira (16). A decisão, antecipada por Zero Hora, foi comunicada em nota oficial divulgada pelo clube por volta das 15h. Mas os sinais estavam claros nos bastidores da negociação.
No dia 8 de junho, uma segunda-feira, a direção procurou os representantes do jogador. A oferta era para garantir a permanência do camisa 8 até dezembro de 2028. O contrato de empréstimo da Juventus tinha validade até 30 de junho. O desejo das duas partes era pela sequência da parceria.
Desde o contato inicial, um abismo entre a oferta gremista e o desejo de valorização salarial do volante ficou evidente nas conversas. Arthur recebia um dos maiores salários do grupo. Na comparação com o valor que era pago na Itália, o retorno ao Brasil cortou significativamente os rendimentos do jogador.
Mesmo com a proposta do Grêmio, segundo fontes ouvidas por Zero Hora, a negociação não era vista como viável. A oferta só seria efetivada caso o jogador conseguisse a liberação sem custos com a Juventus. O pedido era o dobro do valor oferecido. O jogador se manifestou no final da tarde.
Conversa com o presidente
Nesta terça-feira (16), o presidente Odorico Roman entrou em cena. O dirigente conversou com o jogador. Sem apresentar margem para alterar a proposta, que manteria o salário de cerca de R$ 1,6 milhão, foi sacramentado o fim da segunda passagem do jogador.
A Juventus nem chegou a receber contatos da direção, após os italianos sugerirem comprar Viery e abater parte do valor para liberar a permanência de Arthur no Tricolor.
Problemas internos
Além da diferença financeira, os rumos da equipe também desagradaram ao meio-campista. As constantes mudanças, assim como o rendimento abaixo do esperado do time, incomodaram. Líder do vestiário, Arthur trabalhou para evitar mais descontentamentos, inclusive em momentos de atraso de salários, mesmo que ele fosse um dos mais afetados.
Pelo lado do clube, a posição também é clara. O Grêmio vai operar dentro do orçamento estabelecido. A situação financeira não permite assumir compromissos fora da realidade, mesmo no caso de um jogador tão querido pelo torcedor. O objetivo é não comprometer as finanças nem inviabilizar a administração.
Separados novamente, Grêmio e Arthur seguirão de olho no futuro.
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