
O Grêmio fez o dever de casa e venceu o Palestino por 2 a 0, na noite de quarta-feira (20), pela quinta rodada da Sul-Americana. Braithwaite, logo cedo, e Pavon, o craque da partida, em um golaço na etapa final, garantiram o resultado para o Tricolor na Arena.
Com a vitória, o time de Luís Castro chegou aos 10 pontos e segue na segunda colocação do Grupo F, mas dependendo apenas de si para avançar diretamente às oitavas. Para isso, basta vencer o Montevideo City Torque, na próxima terça-feira (26), novamente em casa. O resultado ainda confirmou matematicamente a equipe gaúcha ao menos nos playoffs da competição.
Assim, Zero Hora aponta três motivos para a vitória do Grêmio sobre o Palestino.
Gol cedo
O Grêmio parecia encontrar o caminho da vitória logo na primeira chegada ao ataque. Logo aos três minutos, Pavon arriscou de fora da área, Pérez deu rebote e Braithwaite apareceu para completar de peixinho. O gol rápido diminuiu a pressão sobre o time de Luís Castro e deixou a partida mais leve para o Tricolor na Arena.
Mesmo sem transformar a vantagem em amplo domínio, o cenário permitiu ao Grêmio atuar com menos pressão e controlar emocionalmente a partida. O Palestino, é verdade, criou algumas chances perigosas — muitas delas após erros de concentração gremistas —, mas esbarrou nas próprias limitações técnicas. Entre defesas de Weverton, decisões equivocadas no último passe e finalizações erradas, os chilenos não conseguiram reagir, e o Tricolor aproveitou para ampliar o placar no segundo tempo.
Destaques individuais
Pavon foi o principal nome da vitória gremista. Mais uma vez na lateral direita, posição que tomou conta neste ano com a chegada de Luís Castro, o argentino teve atuação certeira defensivamente e perfeita no ataque para marcar um golaço, encerrando uma seca que já se estendia por 15 meses. Certamente a sua melhor atuação desde que assumiu a nova função tática na equipe gremista.
Braithwaite também teve papel decisivo. Além do gol logo no início da partida, o dinamarquês participou ativamente da construção ofensiva, ajudou a acelerar jogadas e quase deu assistência em outros ataques perigosos. Weverton, com intervenções importantes em momentos de pressão, também apareceu bem quando exigido.
Fragilidades do adversário
É bem verdade que o Palestino levou perigo ao gol gremista em alguns momentos, ainda quando o placar estava em 1 a 0. Mesmo assim, ficou clara a inferioridade técnica da equipe: pecou na tomada de decisões e deixou a desejar nas finalizações. Não por acaso, o time chileno segue sem marcar gols após cinco jogos na Sul-Americana.
Defensivamente, também ofereceu muitos espaços. O Grêmio teve pelo menos dois contra-ataques para "matar o jogo" — e acabou desperdiçando as chances. Atacou com facilidade com os pontas e encontrou poucos obstáculos para criar oportunidades. A equipe chilena ocupa apenas a nona colocação do campeonato nacional, com 17 pontos em 12 partidas — tem a terceira pior defesa do torneio, empatado com outras três equipes.
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