
Não foi uma goleada, mas mais um jogo traumatizante do Grêmio contra o Flamengo. Neste domingo (10), o Tricolor foi derrotado por 1 a 0, na Arena, pela 15ª rodada do Brasileirão, e poderia ter sido por um placar maior.
Os visitantes tiveram domínio total do primeiro tempo. No segundo, o Grêmio voltou um pouco mais inspirado, mas logo sucumbiu à pressão. A quantidade de chances criadas consagrou Weverton como o melhor em campo na cotação de Zero Hora, ainda que tenha sido vazado pelo chute de Carrascal.
Abaixo, Zero Hora elenca três motivos para a derrota do Grêmio para o Flamengo.
Qualidade do Flamengo
O atual campeão da Libertadores — o primeiro tetra do Brasil — e do Brasileirão não defende os títulos à toa. Contra o Grêmio, o Flamengo mostrou que tem repertório e, acima de tudo, peças que fazem a engrenagem funcionar perfeitamente.
Com a movimentação talentosa de Pedro e as invasões à área de Carrascal, por exemplo, o Rubro-Negro não fica refém de infinitas tentativas de cruzamento, como muitas vezes acontece com o Grêmio. No total, o Flamengo teve 20 chutes e exigiu quatro defesas de Weverton.
Postura
O placar foi magro e o gol da vitória só saiu na metade do segundo tempo, mas esse cenário poderia ter sido bem diferente. O Flamengo teve 68% de posse de bola e trocou 733 passes diante de 338 do Grêmio. Mas, além da qualidade inegável dos cariocas, boa parte da responsabilidade por esses números é do Grêmio.
Luís Castro mandou o time a campo para se defender. Manteve os três zagueiros mais dois volantes – só que nenhum deles era Arthur, o que reduz consideravelmente a qualidade da defesa. Mec e Amuzu reforçaram a linha de marcação. Sem ímpeto ofensivo do lado do Grêmio, o Flamengo teve muita facilidade para manter a bola do pé, o que é fatal.
Falta de opções no banco
A atuação do primeiro tempo deu todos os sinais necessários de que alguma coisa precisava mudar no Grêmio. Mas, diferente do que costuma fazer, Luís Castro não realizou substituições no intervalo. O Grêmio que foi pressionado por 40 minutos na primeira etapa voltou igual para a segunda.
As mudanças vieram por necessidade e por uma reação tardia. Aos 18, Leo Pérez caiu exausto no gramado e saiu para entrada de Tiaguinho. Aos 22, veio o gol que o Flamengo tanto tentava. Aos 31, Luís Castro saca Pavón e Amuzu e coloca Enamorado e Braithwaite em uma tentativa de ser mais, mas aí já era tarde.
Por outro lado, Leonardo Jardim colocou em campo Emerson Royal, que deu assistência para o gol, e Luiz Araujo, que teve boa chance de ampliar para o Flamengo no finalzinho do jogo, com passe do também saído do banco Bruno Henrique. É o que acontece quando as substituições agregam qualidade ao time.
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