Como já era esperado, o Grêmio não teve dificuldades para vencer o Palestino pela quinta rodada da Copa Sul-Americana. Na Arena, Braithwaite e Pavon fizeram os gols da vitória por 2 a 0.
Com o resultado, o Tricolor vai para a última rodada da Sul-Americana tendo de vencer o Montevideo City Torque para terminar com a liderança da chave. Ou seja, classificar de forma direta para as oitavas.
— Conseguimos a vitória que era o nosso objetivo para ficarmos dependentes de nós mesmos. Estamos classificados para o playoff, mas nós queremos classificar de forma direta para a próxima fase. Portanto, temos que ganhar o último jogo do grupo, mas, antes disso, ainda temos no sábado mais uma batalha — avaliou Luís Castro.
Neste sábado (23), o Grêmio volta a jogar na Arena, mas pelo Brasileirão, contra o Santos. Durante a entrevista coletiva após o jogo contra o Palestino, o treinador português fez críticas ao calendário do futebol brasileiro em função do curto espaçamento entre os jogos.
— Os jogos não têm tido a qualidade que um Brasileirão merece ter devido às equipes jogarem de dois em dois dias. Eu acho que a qualidade do jogo cresce muito se houver pelo menos três dias entre jogos, para nós e para as outras equipes — destacou.
Elogios a Pavon
Autor de um golaço na segunda etapa, o argentino voltou a marcar após 463 dias. O desempenho rendeu comentários positivos de Luís Castro após o apito final.
— Nós nunca devemos desistir. Por mais pressionados que estejamos ao longo das nossas vidas, devemos ser resilientes e continuar o nosso caminho — comentou Castro.
Aproveitamento da base
Uma característica do trabalho de Luís Castro no Grêmio é o aproveitamento de jogadores oriundos das categorias de base. Entre titulares e reservas, o técnico tem conseguido dar oportunidades aos atletas mais jovens do elenco, com destaque para os titulares Viery, Pedro Gabriel e Gabriel Mec.
Apesar disso, o português reconhece que não é o melhor cenário apostar em um time com a maior parte do elenco formado por jovens. Ele entende que a maioria sempre deve ser de nomes mais experientes.
— Eu gostaria que este caminho que nós estamos fazendo com a base fosse feito de forma diferente. Acho que nós necessitamos de um contexto de muitos jogadores já experientes e já com anos de futebol profissional para sustentar os guris que vêm vindo da base. Contra o Bahia, fomos um pouco ao contrário. Dos 10, além do Weverton, seis eram da base. Devia ser o contrário. Deviam ser uns seis ou sete a sustentarem uns três que viesse da base. E isso pode ser muito penalizador para os jogadores — concluiu.
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