
A relação entre Ronaldinho e Grêmio segue marcada pela saída conturbada para o Paris Saint-Germain, em 2001, e principalmente pela frustrada negociação para um retorno ao clube em 2011, quando o meia acertou com o Flamengo. Mesmo assim, Felipão acredita que o distanciamento pode ser superado.
O ídolo e coordenador técnico do Grêmio defendeu uma reaproximação entre o clube e Ronaldinho em entrevista ao ge.globo. O ex-treinador afirmou que a relação desgastada entre o o craque e o Tricolor “não precisa ser levada em frente” e revelou o desejo de trazer o ex-camisa 10 novamente para perto do ambiente gremista.
— Ele ainda não tem essa relação, mas nós já falamos dez vezes aqui dentro: tem que trazer o Ronaldinho aqui e temos que ter essa amizade, esse carinho pelo Ronaldinho, que venha fazer parte do nosso grupo, do nosso Grêmio, porque ele é nosso, ele é gremista. Criou-se uma situação absurda e que não precisa ser levada em frente. Não precisa! Ele é nosso, é espetacular, é querido aqui, é da família — afirmou.
Felipão ainda revelou que já participou de tentativas de aproximação e sugeriu até um convite para Ronaldinho assistir a um jogo do Grêmio na Arena:
— Não sei se num jogo do Grêmio, um jogo desses que vamos ter daqui para frente, um dia desses, a gente não convide o Ronaldinho. Venha, faça parte do nosso camarote, seja bem-vindo. Porque nós precisamos dele e ele precisa da gente.
Outros temas
Na entrevista, Scolari também falou sobre temas marcantes da carreira, principalmente a passagem pela Seleção. O técnico relembrou a pressão antes da conquista da Copa do Mundo de 2002, explicou as razões para deixar Romário fora da convocação e comentou o debate atual sobre Neymar e a próxima Copa.
Sobre o traumático 7 a 1 para a Seleção Alemã, na semifinal da Copa de 2014, Felipão admitiu erros internos e disse que a campanha na Copa das Confederações do ano anterior acabou criando uma expectativa elevada demais:
— Em 2014 deu uma série de probleminhas, não com os jogadores, mas entre nós lá dentro. Nós temos que assumir algumas dificuldades e deu errado — disse.
Ele também afirmou que nunca reassistiu à partida contra a Alemanha e revelou que precisou do apoio da família e do então presidente gremista Fábio Koff para superar o impacto da derrota. Além disso, demonstrou confiança de que o Brasil pode conquistar o hexa em 2026.


