
O Grêmio tenta encontrar respostas depois de outra desilusão. Na Arena, com 30 mil torcedores ao lado, o time novamente se mostrou frágil contra o poderio do Flamengo. Um adversário que transformou a série recentes de jogos em supremacia. Uma diferença que assustou no campo.
O time carioca terminou a partida do último domingo com 68% da posse de bola, três grandes chances criadas, quase 400 passes a mais trocados e com 14 finalizações a mais que a equipe de Luís Castro. Números que mostram a diferença de rendimento dos times na vitória carioca por 1 a 0 no último final de semana.
O placar da derrota não refletiu o que ficou evidente no gramado. Neste momento, o Flamengo está em outro patamar na comparação com o Grêmio. Em sua entrevista, Luís Castro reconheceu a superioridade do adversário. Mesmo com alguns momentos de melhor enfrentamento, a equipe do Rio teve o controle das ações na maioria do confronto.
— O Flamengo foi superior a nós em campo e foi ao longo do jogo. Se na primeira parte ainda conseguimos ter chegadas, não foram de forma a chegar ao gol, mas eles mesmo nesse período foram sempre muito controladores do jogo — disse.
Depois de muitas movimentações no mercado, com a chegada de seis jogadores e a saída de 20 atletas, o grupo iniciou o trabalho sob o comando de Castro em janeiro. A expectativa é de que a direção dada pelo técnico seja suficiente. A questão que ficou em evidência após a partida na Arena é se essa diferença é capaz de ser superada.
— Dá para fazer frente, sim. Ganhar ou perder é do jogo, mas a maneira como a vitória ou a derrota acontecem é o que dá contexto ao trabalho. Faz parte do novo normal do futebol existirem clubes capazes de formar elencos de selecionáveis, mas não deveria fazer parte do novo normal do Grêmio um elenco que aceita passivamente um desfile do adversário dentro da própria casa. Ter postura reativa e menos posse de bola é normal, mas isso não tem nada a ver com um time sem pegada e com medo de se impor fisicamente no jogo. Ter um adversário rico e poderoso pela frente não deve servir de desculpa para uma postura que não condiz com a personalidade histórica do Grêmio — opinou Jéssica Cescon, comentarista do SporTV.
Postura em campo
Sem muito o que fazer neste momento, a postura em campo é fator determinante para os próximos encontros. Algo que faltou na Arena.
— Acredito que o caminho do Grêmio para encurtar essa distância a médio e longo prazo é fazer mais com menos. Ser muito criativo nas janelas até equilibrar as contas, mas nesse primeiro momento é competir mais. Pelos jogadores que o Grêmio têm, na comparação com outros times que enfrentaram o Flamengo, deveria ter jogado mais tanto do ponto de vista coletivo mas também do ponto de vista individual. Aceitaram muito muito a imposição do Flamengo — disse Michelle Silva, comentarista da Rádio Globo/CBN.
De volta ao trabalho nesta terça (12), o Grêmio terá Pedro Gabriel novamente no CT Luiz Carvalho. O lateral foi liberado para descansar na segunda-feira e será reavaliado para os jogos desta semana. Na quinta, no Sergipe, o Tricolor enfrenta o Confiança pela Copa do Brasil. No próximo domingo, em Salvador, o adversário será o Bahia.





