Mudanças estão a caminho no Grêmio. Provavelmente não as esperadas depois do acúmulo de decepções recentes da semana. Apesar de não ter avançado diretamente às oitavas de final da Copa Sul-Americana e levar uma pancada do Corinthians neste sábado (30) pelo Brasileirão, Luís Castro segue firme no comando da equipe.
A manutenção do português é uma aposta da gestão Odorico Roman para manter o ritmo das mudanças estruturais desejadas para o clube.
Na ausência do presidente no estádio (questões de saúde), coube ao vice de futebol, Antonio Dutra Jr falar após a virada por 3 a 1 sofrida para o Corinthians diante de 42 mil gremistas. Após garantir a manutenção do português, garantiu:
— Escutamos todos os torcedores, desde as manifestações positivas até aquelas de quem entende que está tudo errado. Todos gostaríamos de estar em uma situação melhor. Nos coube fazer essa reestruturação e superar as dificuldades. Peço ao torcedor que tenha paciência. Teremos (mais de) 30 dias de trabalho para fazer um bom segundo semestre.
Reforços e saídas
Jogadores chegarão para reforçar o grupo. Também passa por isso a convicção de que o time vai reagir com Luís Castro. Ainda que saídas, como as de Gabriel Mec e de outros jovens, sejam prováveis. É aí que as trocas mais visíveis ao olho do torcedores acontecerão.
Fato é que o português espera laterais e um camisa 10. E, no sábado, parece ter escolhido o final do jogo para demonstrar que está junto com o grupo. Mesmo sob um coro de vaias, Luís Castro encontrou um a um no gramado.
O técnico esperou os jogadores saudarem o torcedor, o que só aumentou o volume das reclamações na arquibancada. Juntos, deixaram o gramado.
"Que deixem o futebol de lado"
No vestiário, o recado do treinador ao grupo foi de que ele assumiria a culpa pelo momento. E pediu que o grupo descanse para se preparar para o retorno ao CT Luiz Carvalho, no dia 16 de junho. Nenhum atleta parou para conceder entrevista na zona mista.
— Conversamos de forma positiva, sem fugir dos momentos negativos que vivemos. Pedi que deixem o futebol de lado. Nosso caminho até hoje foi muito duro, em termos mentais. Os jogos desgastam muito nisso. Eles não devem ser xingados — pediu o treinador.
A convicção na direção é de que o momento é de respaldar Luís Castro. Mas se não surgirem sinais de recuperação no período de intertemporada, mudanças mais profundas serão feitas pela direção após a Copa do Mundo.
Até porque o português deixou claro que não pedirá para sair:
— Não vou desistir nunca. Sei aceitar as vaias e os elogios. Pode estar um coro na minha volta colocando em dúvida meu trabalho. Nunca me pendurei a nada. Estou aqui pelo meu trabalho. Cresci na minha vida profissional. Passei por momentos muito piores que esse. Não contem comigo para desistir.
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