
O técnico Luís Castro nem colocará todos os titulares em campo nesta quarta-feira (8), o que não impediu um grupo de amigos de encarar mais de mil quilômetros de estrada para assistir à estreia do Grêmio na Copa Sul-Americana contra o Montevideo City Torque.
— Depois do jogo contra o Remo (empate em 0 a 0), a gente fica com um pé atrás. Mas, como torcedor, tem estar junto sempre e ter a esperança de que vai melhorar _ argumentou Alberto Luis Pinzetta, morador de Porto Alegre, e que está acostumado a cruzar a América do Sul de avião atrás do Tricolor.
A saga dos torcedores começou ainda em Itapema, em Santa Catarina, de onde saiu Marcos Antônio Silva, passando por Tubarão para encontrar o amigo Rafael Fornasa. Dali, foram 500 quilômetros até a capital gaúcha, quando encontraram ainda Vanderson Barbosa, que vinha de Sapucaia do Sul. Depois, foram mais 800 quilômetros até Montevidéu.
— Olhamos o preço das passagens aéreas. Estava dando R$ 2 mil a viagem com escala em São Paulo. Então, juntamos estas parcerias que sairia mais barato. Por enquanto, estou pagando a gasolina na confiança. Depois eles me pagam. Eu saí de casa na segunda (6) e vou voltar na sexta-feira (9) — brincou Marcos Antônio.
Público reduzido
O quarteto terá visão privilegiada, já que estarão entre os 700 gremistas aguardados para o jogo das 21h30min.
Como o mandante é um clube jovem, com pouca torcida, a expectativa de público é bastante reduzida: aproximadamente 1,5 mil pessoas em um estádio que pode receber até 60 mil.
— Já vivemos algo parecido naquele jogo contra o Atlético Grau, no Peru, no ano passado — lembra Marcos Antônio.


