
Em um Gre-Nal em que a bola foi coadjuvante, Weverton terminou a noite de sábado no Beira-Rio como um dos poucos destaques em campo. A defesa do goleiro na finalização de Borré, no primeiro tempo, garantiu o placar em 0 a 0. Rochet fez algo semelhante na segunda etapa. Mas depois de sua primeira exposição ao clássico ter terminado em decepção, o ex-Palmeiras se reafirmou no empate no jogo 452 entre os rivais gaúchos.
As falhas no primeiro Gre-Nal de 2026 poderiam ter marcado o início da passagem. Só que as atuações seguintes o redimiram. As decisões do Gauchão não o exigiram tanto. Mesmo em uma noite de jogadores pouco inspirados, o rendimento deste sábado foi sua colaboração mais efetiva em quatro confrontos com o Inter até agora.
— Ele teve uma defesa muito importante no jogo, mas o Rochet também teve. Nós não fomos contratar um jogador como o Weverton só por contratar. Ele está a responder de forma positiva a tudo aquilo que nós esperamos dele. Quando fomos buscar sabíamos que era um ídolo, jogador cheio de títulos, que acrescentava experiência para a equipe — disse o técnico Luís Castro.
Esse papel de referência no vestiário se dá longe dos holofotes. Mas quem conhece o ambiente do clube, coloca Weverton como uma das referências do grupo. Principalmente depois da revolução feita no elenco, com as várias saídas e chegadas de outros jogadores.
Parte da aposta de Luís Castro em uma dupla de jovens na defesa, com Viery e Gustavo Martins, é a contribuição dada pelo goleiro.
— Um jogador que consegue se comunicar com a linha defensiva. Íamos ter muitos jogadores vindos da base nas partidas, como temos, e que precisam de uma voz de comando por trás deles. Muitas vezes essa voz de comando está dentro da própria linha, nesse caso está por trás da linha. Ele está desempenhando bem a função — completou Castro.
O personagem gremista do Gre-Nal 452 é a aposta no clube como referência aos companheiros para sair deste momento na turbulência.

