
No sábado (18), o Grêmio enfrenta uma equipe ainda mais pressionada que o time de Luís Castro. Em 17º na tabela, o Cruzeiro ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão desde o início do campeonato e soma 10 pontos.
Os mineiros vêm de derrota na Libertadores para a Universidad Católica, por 2 a 1, no Mineirão. O resultado foi um balde de água fria na tentativa de retomada da equipe, que havia engatado duas vitórias seguidas — 2 a 1 sobre o Bragantino, pelo Brasileirão, e 1 a 0 diante do Barcelona-EQU, em Quito, pela competição continental.
O fraco início no Brasileirão fez o Cruzeiro trocar de treinador ainda em março. Com apenas três meses de trabalho, Tite foi demitido após um empate em 3 a 3 com o Vasco, mesmo tendo conquistado o título mineiro. O português Artur Jorge assumiu o comando da equipe na sequência e, na terça-feira (14), já teve o contrato renovado com o clube até 2030.
Defesa preocupa
A principal fragilidade do time é a defesa. Ao todo, o Cruzeiro sofreu 31 gols em 24 partidas disputadas na temporada. Em coletiva após a derrota para a Católica, o técnico Artur Jorge admitiu preocupação com o setor:
— Os adversários não criam muito contra nós, temos a capacidade de ser mais dominantes, mas eles têm precisado de muito pouco para fazer o gol. É uma preocupação nossa.
Nesse contexto, um dos jogadores mais contestados do elenco é o goleiro Matheus Cunha. Em 10 jogos disputados, sofreu 13 gols. Ele assumiu a posição após lesão de Cássio e não vem agradando a torcida. Após a derrota pela Libertadores, admitiu que o vestiário estava em "clima de velório".
O atleta também esteve no centro de uma polêmica recente com o volante Walace. O ex-Grêmio compartilhou em um grupo com jogadores e dirigentes do Cruzeiro, por acidente, uma mensagem com fortes críticas ao colega. Segundo o setorista da Itatiaia Lucas Barbosa, Walace está treinando separado do elenco e não deve mais vestir a camisa celeste.
— Um jogador que chegou cercado de expectativas mas nunca rendeu o esperado, aí teve episódio de indisciplina com o Matheus Cunha que foi a gota d'água. Ele não deve mais jogar, mas como a janela está fechada neste momento essa movimentação está paralisada — explica Barbosa.
Reencontros
Os outros ex-gremistas da equipe de Artur Jorge também estão vivendo um momento instável. Matheus Henrique sofreu com lesões e não vem fazendo boa temporada, sem conseguir se firmar no time. Ele vem ocupando o lugar de Lucas Romero, que está lesionado, e disputa a posição com Lucas Silva.
— A tendência é que diante do Grêmio, se o Lucas Romero não tiver condição de jogar, jogue o Lucas Silva. Ele também não vive um grande momento mas é um ídolo da torcida, tem história no clube e isso o diferencia um pouco do Matheus Henrique — afirma o setorista.
A partida de sábado pode ser o reencontro do volante criado na base do Grêmio com o ex-clube. Matheus Henrique foi transferido do Sassuolo, da Itália, para o Cruzeiro em 2024 e ainda não teve oportunidade de enfrentar o Tricolor.
— Vai ser legal, primeira vez desde que retornei ao Brasil. Ano passado estava machucado. Mas eu sou Cruzeiro — declarou o camisa 8 na zona mista após a derrota para a Católica.
Reforços
Assim como o Grêmio, o Cruzeiro enfrenta uma maratona de jogos em abril na disputa de três competições. Por isso, alguns jogadores foram preservados da última partida e devem reforçar o time no sábado. É o caso de Fagner e Jonathan Jesus, que não foram relacionados contra os chilenos, e Lucas Silva e Arroyo, que começaram no banco de reservas.
Outro retorno esperado é o de Kaio Jorge. O atacante se recupera de lesão no púbis e foi vetado dos últimos dois jogos, mas pode ser relacionado contra o Grêmio.
Grêmio e Cruzeiro se enfrentam no sábado (18), às 20h30min, no Mineirão. A partida é válida pela 12ª rodada do Brasileirão. Atualmente, o Tricolor é o 12º colocado, com 13 pontos.
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