
A partida de estreia do Grêmio na Copa Sul-Americana deverá ter um baixíssimo público. Mandante do confronto, o Montevideo City Torque projeta apenas 1,5 mil torcedores presentes. Destes, entre 600 e 700 serão gremistas. Ou seja, o Tricolor estreará na Copa Sul-Americana praticamente em campo neutro.
A curiosidade é que, por exigência da Conmebol, o confronto ocorrerá no histórico Estádio Centenário, que tem capacidade para 60 mil pessoas.
Cenário semelhante se viu na vitória de 1 a 0 do São Paulo sobre o Boston River na noite de terça-feira (7), pelo mesmo torneio.
— Este é um problema que temos no Uruguai. O protocolo da Conmebol é muito exigente e só o Centenário está habilitado para receber jogos da Libertadores e Sul-Americana, além dos estádios do Peñarol (Campeón del Siglo) e Nacional (Parque Central) — explica o CEO do Torque, Javier Nóblega.
Mas, mesmo que atuasse em casa, no Estádio Charrúa, dificilmente o clube do Grupo City lotaria os 14 mil lugares. Fundado em 2007, os "ciudadanos" não contam com um grande engajamento junto à população.
Preço salgado
Sabendo que a torcida gremista poderia invadir a capital uruguaia e se transformar em maioria facilmente, a diretoria do Montevideo City Torque jogou os preços dos ingressos no alto.
Enquanto o sócio local paga 200 pesos uruguaios (equivalente a R$ 25 pela cotação atual) e o torcedor em geral paga 400 pesos (R$ 50), o bilhete para o setor visitante custa 2 mil pesos (mais de R$ 250).
Soma-se a isso o tempo adverso que torna menos convidativa a visita ao estádio. Com a passagem de um ciclone extratropical por Montevidéu, o governo emitiu alertas para tempestades e rajadas fortes de vento nos próximos dias.



