
Multicampeão pelo Palmeiras, Weverton foi contratado pelo Grêmio com a expectativa de trazer títulos. A experiência de vencer deu resultado de forma rápida. Mesmo após um início de oscilação, o goleiro de 36 anos assumiu a titularidade e foi importante na conquista do Gauchão de 2026, sobre o Inter.
Alcançar a glória pelo novo clube não foi uma missão fácil. A segunda partida de Weverton pelo Tricolor foi em um Gre-Nal, da primeira fase do Estadual. Foram quatro gols sofridos e uma derrota que ficou engasgada para o Grêmio.
A falta de ritmo de jogo dificultou o início de trajetória do goleiro no Tricolor. Na temporada passada, Weverton sofreu lesão e perdeu a titularidade no Palmeiras. A história vitoriosa no clube paulista havia chegado ao fim.
— Eu estava, se eu não estou enganado, desde setembro ou outubro sem jogar. Logo o meu segundo jogo foi um clássico. É normal que você não esteja no teu 100%, não era o meu melhor momento, mas faz parte, tudo é aprendizado. Nunca é bom perder jogo, nunca é bom perder para o seu maior rival — disse Weverton, em entrevista ao Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha.
— Sei o quanto teve de questionamento, o quanto a torcida cobra e essa cobrança de certa forma é boa, porque te faz crescer e querer mostrar algo diferente. Na hora que realmente importa, eu sempre falo: não importa como começa e sim como termina. E isso foi provado nos dois jogos da final e nas fases anteriores. É sempre isso que espero de mim e eu estou feliz de estar aqui — complementou.
Além de se adaptar dentro de campo a um novo time, Weverton precisou vencer fora dos gramados. A adaptação após oito anos em São Paulo foi difícil, mas bem sucedida.
— De repente surge uma oportunidade de tu pegar toda a tua família, hoje eu tenho três filhos, quando é só você e a tua esposa, você se adapta em qualquer lugar. Agora, quando pega teus filhos, precisa tirar da escola, trazer para outra cultura, um lugar diferente, sempre é mais difícil. Eu fui muito bem recebido aqui, as pessoas têm me tratado com muito respeito, carinho, e a minha família está muito feliz. Isso ajudou muito a gente nessa adaptação. Eu tenho certeza e estou muito em paz da escolha que eu fiz de vir para o Grêmio e de encarar esse desafio — afirmou o goleiro.
Gre-Nal é diferente
Acostumado a disputar clássicos contra três rivais nos últimos anos, Weverton já se impressionou com a rivalidade do Gre-Nal. Já foram três disputados, com uma vitória, um empate e uma derrota. O principal, um título conquistado sobre o Inter.
Questionado sobre a diferença entre os clássicos paulistas e o Gre-Nal, o goleiro valorizou a rivalidade gaúcha.
— Realmente aqui tem uma particularidade muito grande. Além da paixão que o torcedor de Grêmio e de Inter tem, é tudo muito pessoal. Em São Paulo, você tem sua vida, às vezes sai na rua e as pessoas te cobram, quando é clássico falam "vamos ganhar". Mas, ninguém bate na tua porta, o teu vizinho não enche o teu saco e aqui não, aqui as pessoas respiram o Gre-Nal, o teu vizinho ele está falando todo o tempo desse jogo, tu vai na escola dos teus filhos, as crianças vão falar nisso, tem que ganhar o Gre-Nal. Você sente que aqui é especial, que aqui é diferente — completou.
Weverton e o Grêmio disputarão pelo menos mais dois clássicos na temporada, ambos pelo Brasileirão. Para estes e possíveis outros Gre-Nais, o goleiro está preparado para novas histórias.
— Eu estou me sentindo muito bem, já entendi bem a cultura e sei o quanto é importante para o torcedor vencer o clássico, ainda mais valendo o título — disse.
Confira a entrevista na íntegra:
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok 📲
