
A conquista do Gauchão dentro do Beira-Rio, no domingo (8), consolidou o trabalho e reformulação de Luís Castro no Grêmio. Ao longo do estadual, o português alterou a hierarquia do elenco e promoveu trocas antes inesperadas na equipe titular para a sequência da temporada.
A trajetória do Grêmio no Gauchão teve um antes e depois do Gre-Nal perdido por 4 a 2 no Beira-Rio, em 25 de janeiro. Até ali, o time era montado no 4-2-3-1 tendo uma dupla de volantes formada por Tiaguinho e Arthur. Marcos Rocha era o lateral direito titular, Noriega jogou como zagueiro e Cristaldo era o meio. Tiaguinho, Marcos Rocha e Cristaldo não voltaram mais a titularidade na equipe principal. Noriega só jogou desde então como volante.

Mudança tática
O 4-2-3-1 foi abandonado por Luís Castro depois do Gre-Nal 449. Após teste com Dodi na estreia do Brasileirão diante do Fluminense, Noriega virou o primeiro volante no jogo contra o Juventude, pela última rodada da fase classificatória do Gauchão. Após esse embate com o time de Caxias do Sul, Luís Castro explicou a opção por ter um primeiro volante fixo na frente da área e não mais um meia com posicionamento de camisa 10.
— Acho que jogarmos com um homem na posição 10 entregando o momento defensivo somente a dois jogadores as tarefas de bloquear movimentos da linha média adversária é muito pouco para nós. O que nos espera é um trabalho árduo nessa área do terreno. O Noriega deu um interessante equilíbrio ao meio-campo — avaliou.

O resultado dessa mudança ficou claro no Gre-Nal 450, da Arena. Na ida da final, Monsalve, Arthur e Noriega formaram um trio que ofereceu sustentação defensiva para travar o jogo interior do Inter.

Na defesa, o treinador promoveu mudanças inesperadas. Com João Pedro tendo dificuldades físicas e Marcos Rocha sentindo o peso dos seus 37 anos, Luís Castrou encontrou na improvisação de Pavon um solução para a lateral direita.
Na zaga, os garotos Viery, de 21 anos, e Gustavo Martins, 23, ofereceram a velocidade necessária para a equipe adiantar as linhas e pressionar com maior eficiências os adversários, algo que funcionou no Gauchão, mas também no confronto com o Atlético-MG, no Brasileirão.
— A dinâmica dos zagueiros é diferente. São jogadores que podem jogar com uma linha mais alta, são jogadores mais velozes. Não quer dizer que os outros são maus. Não, eles são muito bons, mas com características diferentes — afirmou no Beira-Rio sobre a nova zaga.
Com uma defesa mais veloz e um meio-campo com maior capacidade de marcação, o Grêmio voltou a levantar a taça do Gauchão no Beira-Rio após 20 anos. Luís Castro agora tentará comandar uma boa campanha no Brasileirão com um time que foi bastante alterado por ele ao longo do estadual.
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